Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Opinião da Gazeta

Congresso tem que encarar as prioridades do país

Nesta nova legislatura, o comprometimento mais urgente dos parlamentares é com o bem-estar coletivo embutido nas reformas

Publicado em 31 de Janeiro de 2019 às 23:59

Públicado em 

31 jan 2019 às 23:59

Colunista

Crédito: Pedro França/Agência Senado
Não há mais inocência; não se espera que o Congresso mais renovado das últimas duas décadas inicie os trabalhos hoje rompendo com a velha política, mesmo que as urnas tenham mandado um recado claro ao rejeitarem partidos e políticos tradicionais. A realidade é outra. Não há ambiente para rupturas abruptas, pois o presidencialismo de coalizão, com seus vícios, ainda resiste. Mas nem por isso o otimismo deve ser enterrado, há muito trabalho a ser feito nesta nova legislatura que dependerá de um novo fôlego dos escolhidos em outubro.
A Câmara teve 47% de renovação, enquanto no Senado a mudança foi ainda mais significativa, com 87%. Contudo, a disputa pela presidência das Casas anda seguindo o roteiro de sempre. Rodrigo Maia (DEM-RJ) é favorito para se reeleger na liderança dos deputados, enquanto no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) caminha a passos largos para ocupar o cargo pela quinta vez. 
Há quem defenda que a experiência política de ambos pode até ser benéfica para conduzir uma massa de parlamentares novatos, num momento crucial para o país, que depende de reformas para se reerguer. Mas, ao mesmo tempo, são duas raposas políticas que simbolizam as velhas práticas.
O novo Congresso terá de se esforçar para encontrar um caminho que alie condutas mais éticas, abandonando, mesmo que paulatinamente, o toma lá, dá cá, com atuações eficientes, que mostrem resultados. Distrações precisam ser evitadas, sem desperdício de energia para cumprir pautas coadjuvantes, principalmente as ligadas aos costumes.
O Congresso, sabe-se, está mais conservador, mas o Brasil tem pressa, e os canais que possibilitam a mediação política da democracia representativa devem estar abertos neste primeiro momento para a agenda prioritária. Tocar as reformas na economia, começando pela Previdência, é a maior urgência do país. Encaminhar as privatizações também é importante atrair investidores locais e internacionais.
A reabertura dos trabalhos vai começar a dar relevo às articulações do governo Bolsonaro para passar essas pautas, testando novas formas de coalizão. São apostas arriscadas, mas que respondem aos anseios populares. Neste novo capítulo que se inicia, o comprometimento mais urgente do Congresso é com o bem-estar coletivo. Como deveria ser desde sempre.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Bairro Vista da Serra I, onde adolescente foi baleado
Corpo de mulher é encontrado e retirado de valão na Serra
Imagem de destaque
A empresa chinesa de roupas esportivas que quer desafiar Nike e Adidas
Imagem de destaque
Assinaturas esquecidas: 5 dicas para identificar cobranças indevidas e cancelar

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados