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Voos turísticos e parapente podem ficar proibidos na Grande Vitória

Pouso vindo pelo mar, no aeroporto, pode limitar voos de pequenos aviões e até de parapente

Publicado em 02/04/2019 às 21h48
Voos de pequenas aeronaves e parapente em volta do Convento podem acabar. Crédito: Gabriel LordÍllo
Voos de pequenas aeronaves e parapente em volta do Convento podem acabar. Crédito: Gabriel LordÍllo

 


Desde que o novo Aeroporto de Vitória entrou em operação, em março do ano passado, e principalmente após o início das pousos na pista com aproximação pelo mar, em novembro, mudanças tiveram que ser feitas nas rotas de navegação aérea. Isso implicou numa limitação para sobrevoos turísticos em pequenos aviões e até mesmo na proibição de voos de parapente em áreas da Grande Vitória.

A informação, que havia sido noticiada em primeira mão pela colunista Beatriz Seixas, foi confirmada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Força Aérea Brasileira (FAB).

Com a alteração na rota de aproximação dos aviões comerciais para pousos no aeroporto, passaram a ficar limitadas operações de aeronaves menores, como monomotores, inclusive os que fazem voos panorâmicos próximos ao Convento da Penha, Morro do Moreno e orla de Vitória.

Desde junho do ano passado, uma norma do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Tráfego Aéreo (Cindacta III), não autoriza o uso do espaço aéreo de Vitória para voo de parapente. Já as aeronaves monomotoras podem trafegar normalmente pelos corredores visuais, segundo o Decea. No entanto, esses corredores foram alterados com a inauguração do aeroporto e hoje já possuem seu traçado predominantemente no continente, e não pelo litoral como anteriormente.

MAIS RESTRIÇÕES

À colunista, uma fonte da área explicou que esses sobrevoos poderão ficar ainda mais limitados se a movimentação de aeronaves comerciais em Vitória voltar aos patamares de alguns anos atrás. “Se aumentar mais uns 30% já vai ficar mais complicado. Lembrando que estamos operando com quase metade da quantidade de aeronaves do pré-crise”, disse.

Procurada, a Infraero informou que as cartas aeronáuticas para operações são definidas pelo Decea. A estatal disse ainda que a redução no número de aeronaves se deu por vários fatores, entre eles “a modernização de frota pelas companhias aéreas, que passaram a utilizar de aeronaves maiores em frequências domésticas como Embraer 195, Airbus A320 e A321 e Boeing 737-800, que comportam mais passageiros”.

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