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Risco hídrico mostra necessidade de privatizar Eletrobras, diz secretário

Desestatização da empresa, porém, não deve ter impacto no curto prazo; Congresso avalia projeto que abre caminho para operação

Publicado em 28/05/2021 às 16h41
Fachada da empresa Eletrobras, no centro do Rio de Janeiro
Fachada da empresa Eletrobras, no centro do Rio de Janeiro. Crédito: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Após o governo emitir alerta de emergência hídrica em cinco estados, o secretário de política econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, defendeu nesta sexta-feira (28) a privatização da Eletrobras e mudanças nas regras do setor.

"O que esse risco nos mostra? A necessidade de privatizarmos a Eletrobras. A necessidade de melhorarmos os marcos legais de energia. Isso para darmos toda tranquilidade de energia para o população brasileira", declarou o secretário em entrevista à Jovem Pan.

Nesta quinta (27), o comitê responsável pelo monitoramento do setor elétrico (CMSE) se reuniu, em caráter extraordinário, para avaliar a situação do sistema energético e concluiu que a situação é delicada.

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Diante disso, deve ser criado um comitê de acompanhamento da crise, com objetivo de monitorar as condições climáticas, o nível dos reservatórios e a oferta de energia, bem como a adoção de medidas para garantir o abastecimento do país.

Apesar dos alertas, Sachsida não citou soluções de curto prazo. O Congresso ainda discute uma proposta para abrir caminho à privatização da Eletrobras. Ainda não há data prevista para a operação.

O secretário argumenta que a desestatização da empresa do setor elétrico será um "ganho de bem estar" à população.

"Ainda mais num cenário de crise hídrica é fundamental privatizarmos a Eletrobras e melhorarmos os marcos legais do setor energético no Brasil", repetiu Sachsida.

Na entrevista, ele fez uma comparação com a privatização da Telebras, o que, segundo o secretário, proporcionou um aumento da oferta no ramo de telecomunicações a um preço mais competitivo.

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