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Pela primeira vez em sete anos número de milionários cai no mundo

As justificativas principais da retração estariam, segundo o documento, na guerra comercial, que derrubou o desempenho da China, e no brexit, com as incertezas no mercado europeu

Publicado em 10 de Julho de 2019 às 09:24

Publicado em 

10 jul 2019 às 09:24
Crédito: Reprodução/ Pixabay
Após crescimento consecutivo por sete anos, tanto a população de milionários no mundo quanto sua riqueza recuaram em 2018, indicou o relatório World Wealth Report 2019, publicado nesta terça-feira (9) pela consultoria Capgemini.
As justificativas principais da retração estariam, segundo o documento, na guerra comercial, que derrubou o desempenho da China, e no brexit, com as incertezas no mercado europeu.
No recorte pela população, o número de pessoas no mundo que tinham investimentos acima de US$ 1 milhão (R$ 3,8 milhões) recuou de 18,1 milhões em 2017 para 18 milhões no ano passado.
Em relação às regiões, o maior recuo ocorreu na Ásia-Pacífico, com queda de 1,7%. Na outra ponta, o Oriente Médio apresentou o maior avanço, de 5,8%. Já a América Latina teve crescimento de 1,9%.
Sobre a riqueza dos milionários, o recuo global foi de US$ 70,2 trilhões (R$ 266 trilhões) em 2017 para US$ 68,1 trilhões (R$ 258 trilhões) em 2018 —perda maior que o PIB do Brasil, de US$ 1,8 trilhão.
A única região a apresentar crescimento nesse recorte foi o Oriente Médio, com alta de 4,3%. O pior desempenho veio da África —queda de 7,1%. A América Latina teve uma retração de 3,6%.
No caso do Brasil, embora o país tenha apresentado um avanço de 8% nos números de seus milionários (de 171 mil para 186 mil), a riqueza total recuou 3% no período.
Entre os desempenhos ruins, o documento destaca a Europa, que foi responsável por 24% da queda de US$ 2 trilhões da riqueza.
Uma das explicações estaria na performance econômica do Reino Unido, que, após o anúncio de sua saída da União Europeia, passou a viver cenário de incertezas. A economia do país teve crescimento de 1% em 2018 —seu pior desempenho desde 2012.
Os britânicos decidiram sair do bloco europeu em um plebiscito convocado em junho de 2016 pelo primeiro-ministro à época, David Cameron.
“A paralisia política desencadeada pelo brexit agitou o mercado de forma incerta, com setores-chave (como os setores de manufatura e construção) tendo um declínio”, diz análise do documento.
Mas não foi só o Reino Unido o responsável pela queda na Europa, a Alemanha também apresentou comportamento negativo nos dois recortes, população e riqueza.
“As exportações alemãs caíram e o setor automobilístico lutava para atender a novos e mais rigorosos padrões de emissão”, diz o texto.
Outra região que ajudou a piorar o desempenho foi a Ásia-Pacífico, com forte influência da China. De acordo com o relatório, o gigante chinês perdeu US$ 2,5 trilhões em capitalização de mercado com as incertezas da guerra comercial com os Estados Unidos.
A tensão entre as duas maiores potências globais teve início em março de 2018, quando os EUA anunciaram sobretaxas em produtos chineses, afirmando que o país asiático violava regras de propriedade intelectual.
Se em uma parte do planeta o dinheiro desapareceu, na outra, ele surgiu. Foi o caso do Oriente Médio, cujo desempenho destoou dos números globais. A explicação estaria na redução do preço do petróleo associado a reformas.
“O preço do petróleo, combinado com significativas reformas estruturais e fiscais para combater o impacto do valor do óleo, estabilizou a economia da região.”
O país que mais tem milionários no mundo é os Estados Unidos, com 5,2 milhões, seguido pelo Japão, com 3,1 milhões, e Alemanha, com 1,36 milhão. Os três países juntos têm 61% da população de ricos do mundo, diz o relatório.

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