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Comércio afetado

Pandemia segura recuperação do setor de serviços, aponta IBGE

Mesmo com a reabertura de algumas atividades, o medo da contaminação fez com que muita gente reduzisse o consumo de serviços
Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 dez 2020 às 16:32

Publicado em 03 de Dezembro de 2020 às 16:32

Movimentação do comércio: ruas ficaram cheias na Glória no dia da Black Friday 2020
Movimentação do comércio: ruas ficaram cheias na Glória no dia da Black Friday 2020 Crédito: Carlos Alberto Silva
O principal motor da economia brasileira, o setor de serviços ainda sofre com as restrições impostas após o início da pandemia e ajudou a segurar a recuperação do PIB no terceiro trimestre.
Apesar da alta de 6,3% na comparação com o trimestre anterior, o setor ainda acumula queda de 5,3% no ano.
No trimestre, houve recuperação em todas as atividades de serviços pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com destaque para o comércio, que cresceu 15,9% impulsionado pela maior oferta de crédito e pelo auxílio emergencial.
Mas os serviços mais ligados às famílias, como alojamento, alimentação e lazer vêm crescendo menos, mesmo considerando a baixa base de comparação com o segundo trimestre: o grupo Outras atividades de serviços, onde estão reunidos, avançou 7,8% no trimestre.
A retomada do setor é considerada fundamental para a manutenção da recuperação econômica da crise provocada pela pandemia. "Os serviços representam três quartos da economia, então qualquer comportamento da economia vai depender dos serviços", diz a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.
Ela disse que atividades de serviços mais ligadas à indústria têm demonstrado comportamento melhor - apesar da queda no transportes de passageiros, o grupo Transporte, armazenagem e correio, por exemplo, avançou 12,5% no trimestre. O problema são os serviços das famílias, afirma.
"Não tem como alguém cortar cabelo virtualmente, então essas atividades foram muito afetadas pela pandemia", exemplificou a gerente do IBGE. Mesmo com a reabertura de algumas atividades, diz, o medo da contaminação fez com que muita gente reduzisse o consumo desses serviços.
Atividades mais ligadas ao lazer, como cinemas, só reabriram em meados do trimestre, e ainda assim com muitas restrições em relação ao número de frequentadores.
Apesar da alta no trimestre, os serviços mais dependentes do consumo das famílias acumulam queda acentuada no ano: Outras atividades de serviços cai 13% e Transporte, armazenagem e correio, 10,9%. Por outro lado, Atividades financeiras, seguros e serviços relacionados acumulam alta de 4,3% e Atividades imobiliárias subiram 2,2% em 2020.
Palis diz que o fato das despesas das famílias apresentarem desempenho pior do que o PIB em comparações de prazo mais longo também reforça a percepção de que as famílias estão consumindo menos serviços. No acumulado do ano, o consumo das famílias cai 6,3%, enquanto o PIB recua 5%.
A redução nesse consumo levou a taxa de poupança a disparar pelo segundo trimestre consecutivo. Entre abril e junho, ela havia atingido 15,5% do PIB, a maior para o período desde 2015. Agora, foi a 17,3%, alta de 3,6 pontos percentuais em um ano e o maior índice para um terceiro trimestre desde 2013.
Segundo a gerente do IBGE, o movimento reflete a retração nos gastos com serviços de turismo e lazer, por exemplo, principalmente entre a população de maior renda.
"As pessoas com mais renda estão conseguindo poupar mais, porque a classe média mais baixa, que foi beneficiada pelo auxílio, não consome tanto serviço", diz. "O consumo das rendas mais altas tem bastante de serviços."
Os setores que ainda patinam são os mais vulneráveis a eventuais recuos no processo de abertura da economia com o crescimento de casos de Covid-19 em todo o país.

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