Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Coronavírus

Guedes se divide entre isolamento e retomada econômica

Segundo o ministro da Economia,  o contágio pelo novo coronavírus está se acelerando no Brasil

Publicado em 30 de Março de 2020 às 09:07

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 mar 2020 às 09:07
Paulo Guedes
Ministro da Economia, Paulo Guedes  Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agênci
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a estimativa do governo é que a área da saúde precisa de três meses de isolamento para superar o novo coronavírus, mas ponderou que talvez o País não aguente todo esse tempo. "Como economista, gostaria que pudéssemos retomar a produção. Como cidadão, ao contrário, aí já quero ficar em casa", disse Guedes, durante videoconferência promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
Durante o encontro, Guedes falou também que o contágio pelo novo coronavírus está se acelerando no Brasil, com a previsão de aumento do número de casos até junho. "Do ponto de vista da saúde, o isolamento teria que ser de três meses. Do ponto de vista econômico, na medida em que (a covid-19) sobe vertiginosamente, a atividade desaba", avaliou Guedes.
O ministro da Economia afirmou que a economia brasileira aguenta ao menos parte do período necessário de paralisação por causa do isolamento, desde que a linha básica para entrega de itens essenciais como alimentos, suprimentos e medicamentos continuar a funcionar. Ele disse que, para o Ministério da Saúde, seria precipitado interromper o isolamento antes de pelo menos dois meses.
"Do ponto de vista da economia, a gente sabe que um mês a economia aguenta. A Tereza (Cristina, da Agricultura) e o Tarcísio (de Freitas, dos Transportes) estão fazendo belíssimo trabalho. Se a linha básica de alimentação, suprimento, remédio funcionar, pedir comida em casa. Se isso pelo menos funcionar, você estica um pouco. Aguenta 1 ou 2 meses, isso funcionando você talvez aguente os três meses sem o colapso completo da economia. Passou dos dois meses e meio, três meses, a economia começa a se desorganizar. Estamos esticados, espremidos", considerou.
Em meio aos embates internos no governo federal sobre a importância do distanciamento social e da retomada econômica mais imediata, Guedes disse que é preciso "ter respeito pela opinião dos dois lados". "Vamos discutir de forma construtiva. Essa linha de equilíbrio (entre saúde e economia) é difícil. Em dois, três meses vai rachar para um lado ou para o outro." 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
A gaúcha que mudou de país após trauma com enchente histórica
Imagem BBC Brasil
Por que os ricos britânicos estão vivendo com saúde cada vez mais que os pobres?
Imagem de destaque
Os planos de Renan Santos para roubar votos de Flávio Bolsonaro: 'Sou o candidato da direita'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados