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Em debate com Guedes, Maia cobra medidas para enfrentar desemprego

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu nesta sexta (17) uma agenda econômica de curto prazo, para tentar destravar a geração de empregos no país

Publicado em 17 de Maio de 2019 às 22:16

Publicado em 

17 mai 2019 às 22:16
Em debate com Guedes, Maia cobra medidas para enfrentar desemprego Crédito: Antonio Cruz/ Agência Brasil | Arquivo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu nesta sexta (17) uma agenda econômica de curto prazo, para tentar destravar a geração de empregos no país.

Em evento do setor de construção civil, no Rio, Maia disse não se preocupar com a reforma da Previdência, que segundo ele já está encaminhada no Congresso.

Ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, ele propôs o estudo de medidas para movimentar a economia enquanto os efeitos da reforma não forem sentidos. Citou como exemplo o uso do FGTS para fomentar investimentos.

"Nós estamos caminhando para o aumento do desemprego, para o aumento da pobreza e no final do ano voltamos a ter fome no país", afirmou o presidente da Câmara.

Ele discursou depois de Guedes, que falou sobre expectativas de crescimento após a aprovação da reforma da Previdência e de novas reformas que o governo pretende apresentar, como a revisão do pacto federativo.

Em seu discurso, Guedes acenou também com a redução de juros para financiamentos imobiliários concedidos por bancos públicos.

"Ministro, quando a gente ouve as suas apresentações, se fechar os olhos, a gente vê um Brasil espetacular, com redução da pobreza, melhora na educação...", disse. "Mas a base da sociedade vive uma crise, uma recessão real há cinco anos."

Ele afirmou que na semana que vem se reunirá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para definir uma agenda positiva para o Congresso.

O presidente da Câmara criticou pressões que vem sofrendo por meio de redes sociais. "Se formos pensar em redes sociais, não aprovaremos nada", afirmou, relacionando as pressões a "corporações".

Maia, porém, vem sendo vítima também de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Em março, após uma série de ataques, chegou a ter discussões públicas com o próprio presidente.

Ele defendeu também uma restruturação da gestão pública no país. "O Estado brasileiro ficou caro", afirmou, citando que funcionários públicos ganham em media 67% a mais do que equivalentes no setor privado.

"Se a gente não reestruturar essa questão, não adianta nem desvincular o orçamento, já que quase 100% dos recursos são usados para pagar pessoal", argumentou. "A gente precisa enfrentar isso de forma rápida".

Ele alegou, por exemplo, que a diferença entre os pisos e tetos salariais das carreiras públicas são pequenos, o que leva diversas categorias a brigar por ganhos extras quando atingem o teto, como os honorários de sucumbência pedidos pelos advogados da União.

"A Câmara dos Deputados, sem nenhum deputado, custa R$ 4 milhões. Por quê? Tem os melhores servidores do país, sem dúvida nenhuma, mas o salário médio é R$ 30 mil. Não dá", disse.

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