Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Economia
  • Dívida do País está muito acima dos pares da América do Sul, diz Funchal
Tesouro Nacional

Dívida do País está muito acima dos pares da América do Sul, diz Funchal

O secretário do Tesouro Nacional reforçou que o Brasil precisa voltar a ter uma trajetória fiscal sustentável por causa do patamar atual da dívida pública

Publicado em 03 de Março de 2021 às 16:08

Agência Estado

Publicado em 

03 mar 2021 às 16:08
O economista Bruno Funchal será o novo secretário do Tesouro Nacional
O economista Bruno Funchal será o novo secretário do Tesouro Nacional Crédito: Edu Andrade/Ministério da Economia
O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, reforçou nesta quarta-feira (03), que o Brasil precisa voltar a ter uma trajetória fiscal sustentável por causa do patamar atual da dívida pública. Ele lembrou que o endividamento brasileiro chegou a quase 90% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.
"A dívida do Brasil está muito acima dos nossos pares, como Chile, Colômbia e México, cuja dívida está em torno de 40% do PIB. Já vínhamos com uma dívida alta, e todo o déficit de 2020 foi financiado por dívida. Por isso precisamos de elementos para que trajetória de dívida seja crível e sustentável", afirmou, em evento virtual promovido pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon).
Com o crescimento do déficit, lembrou ele, o volume de emissões mensais de títulos pelo Tesouro passou de uma média de R$ 55 bilhões a R$ 60 bilhões para uma média de R$ 130 bilhões a R$ 140 bilhões, chegando a ser R$ 180 bilhões em um mês. "Precisamos reverter esse alto volume de financiamento, que não é sustentável no médio e longo prazo. Para isso, precisamos de reformas que travem crescimento de despesas e recuperem receitas", completou.
Funchal destacou que o alto nível de endividamento tem impacto direto na taxa de juros de longo prazo, que precifica os investimentos produtivos da empresas.
Segundo ele, apesar da Selic estar em 2,00% ao ano, a curva de juros brasileira é uma das mais inclinadas do mundo, devido às incertezas fiscais. "Dado esse diagnóstico, precisamos de soluções que estabilizem a nossa dívida, para que nossa curva se aproxime, por exemplo, da curva de juros do Chile. Isso irá gerar mais negócios e empregos para a sociedade."
Funchal avaliou ainda que a convergência das normas contábeis aplicadas ao setor público é um processo longo, mas com um resultado bastante significativo, especialmente diante dos problemas fiscais dos governos regionais e da União.
"A relevância é enorme, porque você traz luz para informações extremamente relevantes para montar diagnósticos que são cada vez mais importantes em situações como a que vivemos hoje", afirmou. "Com diagnósticos mais precisos, conseguimos tomar as soluções mais adequadas, gerando melhores estatísticas fiscais, melhorando o planejamento e facilitando o entendimento dos investidores internacionais", concluiu.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Breno Herculano, do FC Anyang
Capixaba Breno Herculano marca primeiro gol na Coreia do Sul
Imagem de destaque
Prime Video: 5 filmes e séries imperdíveis que estreiam em maio de 2026
Imagem de destaque
"Espírito Santo vai ter que se reinventar", avisa tributarista

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados