Apesar de, em sua maioria, não serem inteiramente favoráveis ao texto da reforma da Previdência, os deputados capixabas são contra a retirada de Estados e municípios do projeto. Deputados do chamado Centrão tentam retirar servidores estaduais e municipais da proposta na Comissão Especial, que vai tratar do tema.
Para o deputado Felipe Rigoni (PSB), essa medida pode piorar ainda mais a situação econômica. “Não é a solução. Se você tira os Estados da jogada você vai ter uma desigualdade muito grande, porque cada Estado vai ter que fazer sua previdência e, com isso, pode se ter uma diferença enorme em termos de aposentadoria no Brasil”, argumenta.
“Acho que não tem nada a ver essa ideia. Não podemos diferenciar o trabalhador do Regime Geral do trabalhador que tem Regime Próprio. Não é isso que vai fazer com que a proposta melhore e seja aprovada”, comenta Sérgio Vidigal (PDT).
Helder Salomão (PT) vê essa questão como sendo periférica à discussão central. “Esse não é o problema principal. Se for retirado, os Estados e municípios vão ter que discutir depois. Tem outros pontos muito mais importantes que precisam ser resolvidos, como a questão da capitalização, idade mínima, entre outras”, opinou.
Já a deputada Lauriete (PR) defende a alteração. “Quanto a questão de tirar Estados e municípios da reforma vejo com bons olhos. Mas a saída verdadeira é promover o equilíbrio das contas públicas respeitando os direitos dos trabalhadores”, disse por meio de nota.
Também por nota, Soraya Manato (PSL) acredita que essa mudança é uma proposta válida. “É uma opção, aderir ou não. Deixaremos em aberto a vinculação das regras de aposentadoria proposta aos servidores da União ao funcionalismo de Estados e municípios”, comentou.
O deputado Da Vitória (Cidadania) não se posicionou e disse que o assunto ainda está sendo estudado pelo partido. O mesmo respondeu Amaro Neto (PRB). Já Ted Conti (PSB) disse que a proposta precisa ser avaliada em cima de números e fatos. “É importante que não haja nenhum tipo de perda para a população brasileira. Nada pode estar no campo especulativo”, apontou.
Os deputados Norma Ayub (Dem) e Evair de Melo (PP), foram questionados sobre o assunto, mas não responderam até a publicação desta matéria.