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Mudanças

Apague a luz na hora certa e reduza sua conta em até 17%

Desconto será para quem consumir energia fora do horário de pico
Beatriz Seixas

Publicado em 

29 jan 2018 às 00:05

Publicado em 29 de Janeiro de 2018 às 00:05

Crédito: Pinterest
A nova opção de cobrança de energia, com a chamada tarifa branca, pode render uma economia de até 17% na conta de luz dos consumidores do Espírito Santo. A possibilidade de pagar uma fatura menor ao final do mês será para aquelas pessoas que conseguirem consumir a energia fora dos horários de pico, concentrados entre 17 horas e 21h59.
No caso de quem é atendido pela EDP, o desconto pode chegar a 15%. Já para os clientes da Empresa Luz e Força Santa Maria (ELFSM), o alívio máximo no bolso é de 17%. Mas o valor dessa economia vai depender muito do perfil de consumo de energia de cada um.
A tarifa branca, que está valendo desde o dia 1º deste ano para as unidades com consumo acima de 500 quilowatt-hora (kWh) por mês, dá a possibilidade ao cliente de pagar valores diferentes em função da hora e do dia da semana em que ele está usando a energia.
Antes, havia apenas uma tarifa, a convencional, que tem um valor único para cada kWh. Agora, com a tarifa branca, existem três preços diferentes: um para o horário de ponta, um para o intermediário e outro para o fora de ponta. Dessa forma, cabe ao consumidor escolher qual regime tarifário é mais adequado para o seu dia a dia.
O analista de mercado da Associação de Defesa do Consumidor Proteste, Rafael Bomfim, alerta que antes de mudar de regime tarifário, o consumidor deve ter a certeza de que não usa itens como chuveiro elétrico, ar-condicionado, ferro de passar e máquina de lavar nos horários de pico. Caso contrário, a mudança será um verdadeiro “tiro no pé”. Para se ter uma ideia, uma escolha errada pode acarretar em um aumento de até 111% na conta de energia dos capixabas.
Com o objetivo de ajudar os consumidores a avaliarem quando vale a pena realizar a migração, a Proteste fez, a pedido de A GAZETA, simulações (confira abaixo). Considerando o perfil de uma pessoa que consome 30% da energia nos horários de pico, a conta pode aumentar em até 14%, o que equivaleria a um custo extra anual de R$ 627. Já para quem concentra 90% do uso de energia no chamado horário fora de ponta, o desconto pode chegar a 7%, resultando em uma economia de R$ 304.
Por enquanto, a opção de escolha não estará disponível para a maioria das famílias, uma vez que o consumo médio residencial é de 160 kWh. Mas a partir do ano que vem mais pessoas terão acesso à tarifa branca e, em 2020, ela será liberada para qualquer consumo.
Quem tende a se beneficiar por agora são principalmente os estabelecimentos comerciais. Inclusive, para muitos que funcionam até as 18 horas, a nova modalidade é recomendada, conforme explica o vice-presidente da Comerc Energia, Marcelo Ávila. “Um escritório que fecha às 18h pode, tranquilamente, adotar a tarifa branca, pois terá o maior benefício dessa opção, pagando mais barato pela energia que consome durante o dia. Já uma lanchonete que está aberta até 22h, e precisa manter ligados o ar-condicionado e os fornos elétricos, acabará pagando mais caro caso opte pela nova tarifa.”
A recomendação de Ávila é que cada pessoa faça uma simulação do seu consumo de energia. “Com essas informações à mão, a decisão será muito mais acertada”, avalia. Quem pretende seguir a orientação do especialista é o sócio da Miss Venturi, Fabrício Venturim. Ele contou que consome em média 575 kWh por mês, a maior parte fruto do uso do ar-condicionado e das cerca de 30 lâmpadas espalhadas por sua loja de roupas.
“Hoje, a conta de energia representa de 10% a 15% do custo fixo da empresa, então, qualquer economia que possa ser feita é muito bem-vinda. Vou avaliar se vale a pena fazer a migração.”
MUDANÇA DE MEDIDOR NÃO PODE GERAR CUSTO PARA O CONSUMIDOR
Os consumidores que têm um consumo acima de 500 quilowatt-hora (kWh) e pretendem aderir à tarifa branca já podem fazer a solicitação para a distribuidora de energia, que tem que prestar esse serviço de forma gratuita e num prazo de até 30 dias. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os custos relativos ao medidor e a sua instalação são de responsabilidade da empresa – no caso do Espírito Santo, da EDP e da Luz e Força Santa Maria (ELFSM).
O cliente só terá algum tipo de despesa se houver alterações a serem feitas no padrão de entrada da unidade consumidora. Outro custo extra que pode ser cobrado de quem pedir a migração de regime é quando for feita a solicitação de um medidor com funcionalidades adicionais. Nesse caso, o consumidor deverá arcar com a diferença de preço desse equipamento em relação ao medidor normal.
Mas antes de fazer qualquer mudança, o analista de mercado da Associação de Defesa do Consumidor Proteste, Rafael Bomfim, recomenda que a pessoa analise se de fato o seu consumo de energia é maior fora do horário de pico.
“O que é mais importante para identificar se o perfil é adequado ou não é saber a porcentagem do consumo em cada uma das faixas horárias. Isso pode ser feito, por exemplo, indo no relógio e anotando o consumo em cada início e término de um dos três horários ao longo de uma semana”, sugere ao lembrar que o chuveiro é um dos vilões do consumo.
Se mesmo depois de toda essa avaliação a pessoa aderir ao regime da tarifa branca e ainda assim achar que não compensa, ela pode solicitar o retorno à tarifa convencional, sem qualquer tipo de custo. A distribuidora de energia terá até 30 dias para atender o cliente. De acordo com a Aneel, após o retorno à tarifa convencional, uma nova adesão à tarifa branca só será possível após o prazo de 180 dias.
Questionadas sobre o número de pedidos de transição da tarifa convencional para a branca, desde que a nova modalidade passou a valer, a EDP não informou e a Luz e Força Santa Maria disse que até então não houve nenhuma solicitação.
ENTENDA A TARIFA BRANCA
Nova opção
A Tarifa Branca é uma nova opção que sinaliza aos consumidores a variação do valor da energia conforme o dia e o horário do consumo.
Valor
Nos dias úteis, o valor da tarifa branca varia em três horários: ponta, intermediário e fora de ponta. Na ponta e no intermediário, a energia é mais cara. Fora de ponta, é mais barata. Nos feriados nacionais e nos fins de semana, o valor é sempre fora de ponta.
Avaliação
Comparada com a tarifa convencional, a tarifa branca pode resultar em redução na conta de luz na medida em que houver possibilidade de deslocar o consumo de energia do período de ponta para o de fora de ponta. Caso não consiga evitar o consumo no horário de ponta, a adesão à tarifa branca pode resultar em uma conta maior: nessa situação, é mais vantajoso continuar na tarifa convencional.
Quem pode aderir
Consumo acima de 500 kWh: desde 01/01/2018
Entre 250 e 500 kWh: após 01/01/2019
Abaixo de 250 kWh: a partir de 01/01/2020
Elevado consumo
Para clientes residenciais, os aparelhos elétricos que mais contribuem com o consumo de energia no período de ponta são chuveiro elétrico, ar-condicionado e aquecedor.
Migração
Quem avaliar que vale a pena aderir à tarifa branca deve procurar a distribuidora, no caso do ES a EDP e a Luz e Força Santa Maria. Após o pedido de migração, a empresa terá até 30 dias para efetuar a instalação do novo medidor de energia.
Custo
A distribuidora será responsável pela instalação do medidor, sem custo algum para o cliente. Mas caso haja despesas extras para alterações no padrão de entrada da unidade, elas deverão ser pagas pelo consumidor.
Desistência
O consumidor poderá retornar à tarifa convencional a qualquer tempo, devendo ser atendido pela distribuidora em até 30 dias. Após o retorno à convencional, uma nova adesão à tarifa branca só será possível após o prazo de 180 dias.
Fonte: Aneel

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