Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia está amarrada por incertezas políticas
Opinião de A Gazeta

Economia está amarrada por incertezas políticas

Manutenção da Selic em 6,5% não reduz estímulo à economia e reforça a confiança dos mercados no sistema de metas da inflação

Publicado em 20 de Maio de 2018 às 20:07

Públicado em 

20 mai 2018 às 20:07

Colunista

economia Crédito: Amarildo

A decisão do Banco Central de manter os juros básicos em 6,5% ao ano certamente foi uma das mais difíceis dos últimos meses. Contrariou a maioria no mercado financeiro, que apostava em mais um corte de 0,25 ponto, para reanimar indicadores econômicos baixos.

Na última ata, o Copom sinalizou redução da Selic, mas não cumpriu para dar ênfase uma questão muito maior: a credibilidade da política monetária brasileira. No cenário atual de agitação do dólar, o congelamento do juro básico transmite a mensagem de que as circunstâncias ditam o tom das medidas, mesmo que não sejam simpáticas, para manter a moeda estável.

A rápida desvalorização do real frente ao dólar aponta aumento de risco de crise financeira. Todas as economias emergentes correm esse perigo. A elevação dos juros no EUA e em outros países desenvolvidos atrai muitos recursos. Baixar a Selic agora poderia estimular a saída de dólares do Brasil. Então, o BC preferiu não injetar mais volatilidade ao mercado.

A subida do dólar afeta muito mais o cidadão comum do que a manutenção da Selic em 6,5%. O câmbio mexe com os preços de combustíveis (que estão subindo quase diariamente) e de vários produtos, inclusive alimentos. A evolução precária do PIB e o desemprego têm evitado reajustes generalizados.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,22% em abril, uma aceleração em relação a 0,09% em março. Em 12 meses, acumula 2,76%, patamares tranquilos, bem abaixo da meta inflacionária, que permitiriam novo corte na taxa básica.

O caminhar da economia está amarrado por incertezas políticas, e uma pequena queda de juros pouco aumentaria o potencial de crescimento. O gargalo é a enorme desproporção entre a Selic e a remuneração cobrada pelos bancos no crédito às pessoas físicas e às empresas.

 

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Horóscopo do dia 27/10/2026: signos precisarão ter cautela nas decisões e organização no trabalho
Imagem de destaque
Editais e Avisos - 27/10/2026
Arrascaeta, Flamengo
Flamengo faz de pênalti no fim, vence Atlético no sufoco e ultrapassa Palmeiras

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.