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Vitor Vogas

Da Vitória no PPS: a oposição une forças

Forças que não pertencem ao grupo político de Paulo Hartung estão se agrupando no mesmo bloco

Publicado em 17 de Janeiro de 2018 às 21:34

Públicado em 

17 jan 2018 às 21:34
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Praça Oito - 18/01/2018 Crédito: Arabson
O deputado estadual Josias da Vitória praticamente selou ontem a sua transferência do PDT para o PPS, em almoço realizado com os prefeitos da Capital, Luciano Rezende, e de Cariacica, Juninho (ambos do PPS), no hotel Alice Vitória, no centro da cidade. Como indicam todos os sinais, a migração de Da Vitória agora é só uma questão de tempo e de formalidade. Deve se confirmar em março, durante a janela na qual os deputados que já exercem mandato poderão trocar de legenda sem perder o cargo eletivo.
Da Vitória ingressará no PPS com tapete estendido para concorrer a uma vaga de deputado federal, mandato que ele confirma querer disputar. Ao lado do deputado estadual de Colatina, as outras apostas do partido de Juninho e Luciano para a Câmara Federal são a secretária de Desenvolvimento da Cidade de Vitória, Lenise Loureiro, e o líder do prefeito na Câmara de Vitória, vereador Leonil. O PPS ainda planeja filiar o policial rodoviário federal Edmar Camata (sem partido), pré-candidato ao mesmo cargo.
Decidido a sair do PDT, Da Vitória enxerga no PPS a segurança que não percebe em seu atual partido para concorrer à Câmara. Não é de hoje que ele e o presidente estadual do PDT, Sérgio Vidigal, não falam a mesma língua. Deputado federal, Vidigal a princípio tende a disputar a reeleição. Como é ele mesmo quem comanda o partido no Estado, sua candidatura tende a ser priorizada pelo PDT. Assim, além do ambiente ruim, Da Vitória teme ficar sem espaço na chapa do PDT a deputado federal e não ter o apoio necessário à sua candidatura.
Na decisão de Da Vitória, também fala muito alto a atual correlação de forças políticas no Espírito Santo. Na presente legislatura, ele é um dos poucos deputados que fazem oposição ao governo Paulo Hartung (PMDB) na Assembleia Legislativa. Enquanto isso, o PDT apoia o governo de Hartung, tem participação no secretariado e, oficialmente, também integra a base do governador na Assembleia, onde o líder do governo é o deputado Rodrigo Coelho, do mesmo PDT.
Aliás, a bancada pedetista na Casa vive dias de esquizofrenia: composta por três deputados, tem ao mesmo tempo o líder do governo e dois deputados oposicionistas (Da Vitória e Euclério Sampaio, ambos de saída do partido). Enquanto Da Vitória deve ir para o PPS, a nova casa de Euclério deve ser o PSB. Não por acaso, os dois partidos têm como principais líderes estaduais dois dos maiores adversários de Hartung e seu grupo no momento: Luciano Rezende (PPS) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB).
A se confirmarem, então, as migrações de Da Vitória e de Euclério, o tabuleiro geopolítico começa a sofrer um reordenamento e passa a fazer mais sentido: quem é oposição a Hartung fica alinhado à oposição, abrigando-se em partidos que não estão na situação. Aliado à ida de Euclério para o PSB, o movimento de Da Vitória também sinaliza fortemente uma tendência: a poucos meses da campanha pelo governo estadual, as forças que não pertencem ao grupo político de Hartung estão se unindo e se agrupando no mesmo bloco, partindo do pressuposto de que juntos são mais fortes. Ou seja, está em curso uma união de forças para enfrentar os atuais ocupantes do Palácio Anchieta.
Prova disso é que Da Vitória está ingressando no PPS por intermédio de Luciano e de Juninho. Mas também está muito próximo a Casagrande e a outra adversária de Hartung, a senadora Rose de Freitas (PMDB). Ambos inclusive têm estimulado Da Vitória a fechar questão com o PPS. Estão todos juntos e misturados.
Em tempo: é possível que os deputados estaduais Theodorico Ferraço (DEM) e Sergio Majeski (PSDB) sigam os passos da dupla de dissidentes do PDT.
Movimento duvidoso
No início de dezembro, foi realizada a convenção estadual do PDT, para definição do comando da sigla. Após ameaçar disputar a presidência estadual contra Vidigal, Da Vitória recuou e compôs com o adversário interno. Vidigal foi reeleito presidente da sigla no Estado e Da Vitória permaneceu como 1º vice-presidente. A dúvida que persiste é: se Da Vitória já tinha planos de sair do PDT, por que ameaçou tomar o partido e permaneceu como segundo homem na hierarquia?
Com a palavra, Vidigal
“O PDT respeita o deputado Da Vitória. Na última convenção, tivemos o cuidado de ouvi-lo na formação do diretório. Não temos nenhuma notícia oficial sobre desfiliação, mas respeitamos qualquer decisão que ele vier a tomar. Se ele realmente decidir sair, com certeza não será sob o argumento de que não foi ouvido e de que não tem espaço no partido.”
Cabe todo mundo
A possível candidatura de Vidigal à reeleição na Câmara, aonde Da Vitória também quer chegar, também não pode ter pesado? “Não vejo nenhum problema nisso”, responde Vidigal. “Não sei se sou candidato a federal. Mas, eu sendo ou não, ele tem lugar. Não é por falta de espaço nem de garantia de candidatura.”
“Dois tipos de projeto”
E o fato de Da Vitória ser casagrandista enquanto Vidigal é hartunguista? “Em 2014 ele tinha relação com o Renato [Casagrande] e nós não ficamos com o Renato. E não tivemos problema algum”, refuta Vidigal. Por fim, o xerife do PDT deixa uma alfinetada no desertor. “Temos dois tipos de projeto: o partidário e o pessoal. O partidário, estou disposto a construir. O pessoal, talvez eu não tenha condição de ajudá-lo a construir.”
Broderagem
A “broderagem” de César Colnago e Octaciano Neto segue cada vez mais forte: hoje, às 14h, os dois tucanos assinam convênio para restauro de trechos do Caminhos do Campo em Linhares.
Cena Política
O senador Magno e Malta e o deputado estadual Gilsinho Lopes arriscam uma partida de vôlei de praia na casa do primeiro
Na última segunda-feira, a bancada do PMDB na Assembleia reforçou o convite de filiação ao deputado Gilsinho Lopes, último remanescente do PR de Magno Malta. No mesmo dia, Gilsinho visitou Magno na casa deste, em Vila Velha, para discutir sua possível saída. Tudo acabou em uma partida de vôlei disputada numa quadra de areia. Gilsinho e Magno formaram dupla, e o senador marombeiro jogou de tênis (deve ser para malhar as panturrilhas). Se a dupla segue firma na política, já é outra história...

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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