O deputado estadual Lorenzo Pazolini (sem partido) afirma que nenhum movimento ilegal eventualmente promovido por policiais capixabas contará com o seu apoio. Nas semanas que antecederam o carnaval, Pazolini fez pronunciamentos, na Assembleia Legislativa, que deram margem à interpretação de que ele estaria estimulando uma nova greve da Polícia Militar, como a de 2017. O deputado nega isso e ressalta que jamais compactuou com movimentos ilegais.
“Desde o início, minha busca foi pelo diálogo. Tentei de todas as formas exaurir o debate. Quem fechou as portas para o diálogo, unilateralmente, foi o governo Casagrande, através de seus representantes. Com todo o respeito, o governo está tentando impor unilateralmente a sua mesa de negociações. Isso, com todo o respeito, não me parece negociar. É essa a minha cobrança. Mas jamais concordei com movimentos ilegais.”
O ex-deputado federal Carlos Manato é um dos que está espalhando, via aplicativo de troca de mensagens, material de convocação para o ato de movimentos de extrema direita marcado para o dia 15 de março, pedindo o fechamento do Congresso e do STF. Uma das mensagens prega novo AI-5 como "solução final para os ratos que infestam o Congresso Nacional" e diz que "99% desses inúteis seram (sic) caçados (sic)".
Onde foi que Manato passou seus quatro mandatos parlamentares, de 2003 a 2018? Quando o então deputado estava lá, alguém se lembra de tê-lo visto pedindo o fechamento do Congresso, para acabar com os “ratos” etc.? Aliás, os tais "roedores" só chegaram em 2019?!?
Mas tem caso ainda mais estranho. Tem gente que está lá no Congresso, hoje em dia, com mandato outorgado democraticamente pelo povo, e no entanto está apoiando abertamente esse movimento com ares de golpe ao Parlamento. É o caso do senador Marcos do Val (Podemos). Uma pergunta: por acaso Do Val não faz parte desse mesmo Congresso?
Nunca é demais lembrar: o ato do dia 15 de março não é só em apoio a Bolsonaro. É uma manifestação abertamente contra o STF e contra o Congresso. Com indisfarçado viés golpista, o ato é insuflado por movimentos de extrema direita bolsonarista que defendem, desinibidamente, o fechamento do Congresso pelos militares (como a ditadura fez, por exemplo, via AI-5, em 1968-1969). Um congressista se perfilar com quem defende o fechamento do Congresso… Deve ser o tal “autogolpe” de que nos falava Mourão… Vai entender!