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Curtas Políticas: "Não apoio greve policial", afirma Pazolini

Deputado fez, da Assembleia, pronunciamentos que cheiraram a estímulo a movimento grevista

Publicado em 01 de Março de 2020 às 05:00

Públicado em 

01 mar 2020 às 05:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Lorenzo Pazolini Crédito: Amarildo
O deputado estadual Lorenzo Pazolini (sem partido) afirma que nenhum movimento ilegal eventualmente promovido por policiais capixabas contará com o seu apoio. Nas semanas que antecederam o carnaval, Pazolini fez pronunciamentos, na Assembleia Legislativa, que deram margem à interpretação de que ele estaria estimulando uma nova greve da Polícia Militar, como a de 2017. O deputado nega isso e ressalta que jamais compactuou com movimentos ilegais.
“Desde o início, minha busca foi pelo diálogo. Tentei de todas as formas exaurir o debate. Quem fechou as portas para o diálogo, unilateralmente, foi o governo Casagrande, através de seus representantes. Com todo o respeito, o governo está tentando impor unilateralmente a sua mesa de negociações. Isso, com todo o respeito, não me parece negociar. É essa a minha cobrança. Mas jamais concordei com movimentos ilegais.”
"Sempre agi dentro da legalidade e disse isso aos policiais. Não vou compactuar com atos que transbordem além disso. A minha fala nunca foi de desordem e caos, muito pelo contrário, porque com isso todos perdem. Em 2017, tive uma atuação contrária a qualquer ato criminoso. O meu limite é a legalidade."
Lorenzo Pazolini (sem partido) - Deputado estadual

O QUE É ISSO, DEPUTADO?!?

O ex-deputado federal Carlos Manato é um dos que está espalhando, via aplicativo de troca de mensagens, material de convocação para o ato de movimentos de extrema direita marcado para o dia 15 de março, pedindo o fechamento do Congresso e do STF. Uma das mensagens prega novo AI-5 como "solução final para os ratos que infestam o Congresso Nacional" e diz que "99% desses inúteis seram (sic) caçados (sic)".

PERGUNTAR NÃO OFENDE

Onde foi que Manato passou seus quatro mandatos parlamentares, de 2003 a 2018? Quando o então deputado estava lá, alguém se lembra de tê-lo visto pedindo o fechamento do Congresso, para acabar com os “ratos” etc.? Aliás, os tais "roedores" só chegaram em 2019?!? 

O QUE É ISSO, SENADOR?!?

Mas tem caso ainda mais estranho. Tem gente que está lá no Congresso, hoje em dia, com mandato outorgado democraticamente pelo povo, e no entanto está apoiando abertamente esse movimento com ares de golpe ao Parlamento. É o caso do senador Marcos do Val (Podemos). Uma pergunta: por acaso Do Val não faz parte desse mesmo Congresso?

SÓ PODE SER O "AUTOGOLPE"

Nunca é demais lembrar: o ato do dia 15 de março não é só em apoio a Bolsonaro. É uma manifestação abertamente contra o STF e contra o Congresso. Com indisfarçado viés golpista, o ato é insuflado por movimentos de extrema direita bolsonarista que defendem, desinibidamente, o fechamento do Congresso pelos militares (como a ditadura fez, por exemplo, via AI-5, em 1968-1969). Um congressista se perfilar com quem defende o fechamento do Congresso… Deve ser o tal “autogolpe” de que nos falava Mourão… Vai entender!

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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