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Manoel Goes Neto

Cultura não é só festa, é também Economia Criativa

Há uma má vontade de enxergar nossas atividades culturais e criativas por sua dimensão econômica. São encaradas muito mais pelo lado da festa

Publicado em 06 de Abril de 2018 às 16:25

Públicado em 

06 abr 2018 às 16:25

Colunista

Igreja do Rosário na Prainha, no Sítio Histórico de Vila Velha Crédito: Carlos Alberto Silva
Criatividade não se estoca. Matérias-primas de outras atividades são estocáveis. Se você não usa num determinado momento, guarda para depois, mas a criatividade, provavelmente, se vai. As atividades culturais e criativas têm valor simbólico e econômico.
Há uma urgência, no município de Vila Velha, de serem desenvolvidas maneiras de melhor aproveitar a nossa vocação para atividades que já têm peso econômico muito grande e apresentam um potencial gigantesco e inexplorado, que poucas cidades têm.
Se esses setores forem estimulados pelo poder público, se tiverem mais investimentos privados e instrumentos de crédito, faremos de Vila Velha verdadeiramente a Cidade Cultura e Histórica Capixaba. Afinal, aqui nasceu o Espírito Santo, somos uma das mais antigas cidades do país, e precisamos nos fazer reconhecer e respeitar como tal.
É muito importante termos na Cultura um conjunto de diretrizes, políticas e ações voltadas à economia criativa. Precisamos dar mais valor à nossa cultura, saber entender o que é cultura, reconhecer a importância da nossa rica história capixaba. Temos que ter um Plano de Cultura Municipal claro, objetivo e sustentável, como também uma Secretaria de Cultura forte e una.
As pessoas, os gestores públicos e privados valorizam muito mais setores que já não têm peso econômico significativo, ou têm peso inferior ao da economia criativa. Há uma má vontade de enxergar nossas atividades culturais e criativas por sua dimensão econômica. São encaradas muito mais pelo lado da festa, do entretenimento e da diversão.
Carecemos de maior atenção ao patrimônio cultural canela-verde, preservando os nossos poucos monumentos históricos. Preservar e conservar nosso rico acervo material e imaterial, como também o nosso folclore, que identificam as nossas tradições, as nossas origens. Somos, portanto, contra toda e qualquer construção nova no Sítio Histórico da Prainha de Vila Velha, conforme as diretrizes no novo PDM em construção; não importa a altura que seja, patrimônio histórico se preserva.
Precisamos deixar bem entendido o que é Cultura, um complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano. Um segmento que gerido adequadamente produzirá oportunidades sociais e econômicas definitivas. Fortalecendo a educação, o turismo, os esportes, o lazer e, o mais importante, a nossa identidade capixaba.
*O autor é presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha e diretor do IHGES
 

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