Em um momento em que o país vive uma de suas mais graves crises morais, no campo político, reafirmar compromisso com a integridade e a ética não deve ser visto como excepcionalidade, mas sim como obrigação.
O país, em todos os seus setores, sofre com um quadro econômico de total instabilidade. Entretanto, nada deixa o brasileiro mais de cabeça baixa do que as sucessivas denúncias de corrupção no meio político. É a autoestima ladeira abaixo.
A Operação Lava Jato abriu as portas para uma nova realidade: uma parte da elite do empresariado nacional, até então considerada ética, também está envolvida no maior escândalo de corrupção já registrado no país. Como reverter esse quadro constrangedor?
Acredito que o importante, seja em nossa vida pessoal ou profissional, é ter uma cultura diferenciada: a cultura da integridade. Nesse caso, deve imperar a honestidade, a dignidade e o respeito.
A transparência em nossos atos é fundamental se quisermos ser bem-sucedidos. Assumir os erros, por exemplo, é uma decisão nobre. Desonestidade nunca. A pessoa não deve fazer o que é certo somente quando está sendo vigiada. Muito pelo contrário! Temos de manter a integridade.
O comércio, a indústria, a agricultura e instituições, como as cooperativas, estão preocupados com esse desleal rumo tomado por um grupo grande de políticos e por parte do PIB nacional. Sei que alguns já vêm trabalhando com programas de integridade e de ética.
O objetivo dessa decisão é de tornar as ações sempre transparentes, evitar possíveis desvios, minimizar riscos de fraudes, irregularidades e a prática de ilícitos nas relações corporativas.
Há uma certeza: o país tem de mudar. Mas não vai mudar do nada. Tem de ter postura, atitude e coragem de encarar o fato se quisermos viver um novo momento. E, nesse novo cenário, quem trabalha com ética e integridade terá maior possibilidade de transformar seu negócio em sucesso. A civilidade exige esse compromisso.
*O autor é diretor-presidente da Unimed Vitória