Nesta edição do "CBN Meio Ambiente e Sustentabilidade", com o comentarista Marco Bravo, o assunto em destaque é o lixo eletrônico. Dados do monitoramento global de lixo eletrônico da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que o mundo gerou 62 milhões de toneladas de resíduos de equipamentos descartados em 2022. Data para a conscientização do problefoi celebrada nesta terç-feira, 14 de outubro. Transformar resíduos em oportunidades deixou de ser apenas uma tendência e se tornou um caminho estratégico para unir sustentabilidade, inclusão social, economia circular e desenvolvimento tecnológico. Iniciativas como a da ONG Tech Girls, em Curitiba que coleta lixo eletrônico, transforma componentes em novos produtos e capacita pessoas em manutenção e programação mostram que é possível transformar um dos maiores problemas ambientais do século XXI em soluções concretas para o presente e o futuro.
Na Grande Vitória (ES), a geração de lixo eletroeletrônico cresce a cada ano, impulsionada pelo consumo acelerado de aparelhos e pela substituição constante de tecnologias. Grande parte desse material, quando descartado de forma incorreta, contamina o solo, a água e representa riscos à saúde. Nesse cenário, criar pontos permanentes de coleta, promover oficinas de reaproveitamento e implementar programas de capacitação se tornam ações essenciais para uma cidade mais sustentável e preparada para os desafios da economia verde.
- Pontos de coleta e iniciativas já existentes:
A Região Metropolitana já possui algumas iniciativas importantes. Em Vitória, há um ecoponto na Unidade de Transbordo do bairro Resistência e o serviço “Papa-Móveis”, que recolhe equipamentos diretamente nas residências. A cidade também inaugurou o primeiro Ponto de Entrega Voluntária (PEV) dedicado exclusivamente a eletroeletrônicos no Espírito Santo, facilitando o descarte correto.
Em Vila Velha, a prefeitura criou um sistema de agendamento online para descarte e firmou parcerias com associações especializadas, como a Revive, para expandir os pontos de coleta. Em Cariacica, a gestão realiza mutirões itinerantes para recolher equipamentos e conscientizar a população. Além disso, há pontos fixos em toda a região para o recebimento de pilhas, baterias e lâmpadas, materiais altamente tóxicos que exigem destinação segura.
Apesar dos avanços, especialistas apontam que ainda faltam políticas integradas de logística reversa e maior apoio do poder público a ONGs e cooperativas que trabalham com reciclagem e recondicionamento.
Em Vitória, por exemplo, a prefeitura mantém convênios com a ABREE (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos), garantindo a destinação ambientalmente correta dos resíduos. Em alguns casos, aparelhos em bom estado são encaminhados a famílias cadastradas nos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social).
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