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Vitor Vogas

Saúde: Casagrande confirma curso de especialização para médicos

Publicado em 11 de Março de 2019 às 09:33

Públicado em 

11 mar 2019 às 09:33
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes Crédito: Amarildo
O governador Renato Casagrande (PSB) confirma: seu governo pretende lançar, ainda este ano, um curso para formação de especialistas em Medicina de Família e de Comunidade. O plano foi noticiado em primeira mão pela coluna no dia 27 de janeiro, em entrevista concedida pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes (PCdoB).
O objetivo do projeto é ajudar os municípios no fortalecimento da atenção básica, isto é, no atendimento primário, primeira ponta do SUS, para, consequentemente, desafogar a outra ponta: a da atenção hospitalar, provida pelo Estado.
Casagrande faz, entretanto, uma observação importante relacionada às informações dadas pela coluna no fim de janeiro: não se trata de um curso de Medicina.
“Estamos ajustando a parte final. Não é nenhum curso de Medicina. É bom que fique claro isso, tá certo? É uma especialização em saúde da família e saúde da comunidade. É bom que a gente deixe isso bem claro porque, da forma como foi divulgado, parecia que era um curso de Medicina, e não é. Então nós queremos fortalecer a atenção primária.”
Para isso, segundo Casagrande, é preciso ampliar o número de especialistas nesse ramo da Medicina. “Para fortalecer a atenção primária, nós precisamos ter profissionais que sejam muito conhecedores do assunto e com capacidade resolutiva, para que evite congestionar tanto a necessidade de exames de alta complexidade ou consultas com especialistas quanto os hospitais do Espírito Santo, públicos ou filantrópicos.”
Ainda de acordo com o governador, o projeto não vai onerar os cofres públicos. “Não tem nenhuma despesa. Nós vamos usar a estrutura da secretaria para que a gente possa ofertar essa especialização aos profissionais que já estão trabalhando nos municípios.”
O jogo é bruto
Bem, se o ano de verdade começa agora, podemos dizer o mesmo sobre o relacionamento do governo Bolsonaro com a Câmara e o Senado.
Aquela história de desprezar as relações com o Congresso, de governar acima dos partidos, de negociar não com as bancadas partidárias mas com as bancadas temáticas... Tudo isso só se sustenta enquanto discurso de campanha. No mundo real, em que é preciso governar de verdade, o pragmatismo se impõe.
Agora, o governo se vê premido pela necessidade de aprovar a reforma da Previdência. O preço apresentado pelos parlamentares subirá bastante, assim como o nível de loteamento da máquina pública. Como sempre foi, com PSDB, PT ou MDB no poder. Até Sérgio Moro já cedeu (ou foi obrigado a ceder) a pressões de congressistas, aceitando fatiar do seu pacote anticrime o projeto que trata da criminalização do caixa dois. A ver.
Nós queremos fortalecer a atenção primária. Para isso, nós precisamos ter profissionais que sejam muito conhecedores do assunto e com capacidade resolutiva.
Renato Casagrande, governador do Estado
Colégios militares
O deputado Capitão Assumção (PSL) quer que o governo Casagrande crie colégios estaduais da Polícia Militar. Ele fez essa indicação ao governo, propondo, ainda, a “militarização de escolas da rede estadual de ensino para que passem a ser administradas pela PMES, bem como o apoio aos municípios que desejarem implementar tais escolas, priorizando regiões com maior fragilidade social”.
Freitas na espreita
O governador Renato Casagrande (PSB) confirma: o deputado Eustáquio de Freitas, seu correligionário, é o seu vice-líder no plenário da Assembleia. Com a apresentação do projeto de resolução do atual líder, Enivaldo dos Anjos (PSD), para que o líder tenha seis meses de “mandato”, Freitas passa a ser o favorito para suceder Enivaldo.
Casão sobre Majeski
Falando sobre correligionários, Casagrande negou qualquer dificuldade com relação a Sergio Majeski. “A conversa com Majeski não tem nada a ver com pedido de apoio a ele na Assembleia. Eu tenho procurado sempre pedir aos secretários que conversem com Majeski e o tratem como os outros parlamentares, votando a favor ou contra. A postura vai ser de diálogo, independentemente de ele votar contra ou a favor. Ele terá sempre, por parte do governo, as portas abertas para o diálogo”.
Legitimidade
Perguntamos a Casagrande se ele vai chamar a atenção de Majeski pelo fato de o deputado ter votado contra a posição do governo em matérias importantes na Casa de Leis. “Lógico que não. Não me cabe. Ele tem um mandato. E tem legitimidade para tomar as medidas que ele achar mais adequadas.”
DetranLeaks
O escopo da CPI das Obras Públicas, criada a partir de requerimento do deputado estadual Marcelo Santos (PDT), foi ampliado. Agora a comissão também vai investigar, entre outros pontos, “o vazamento de publicidade, informações confidenciais feitas por servidores do órgão”.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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