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Praça Oito

O quinteto que forma o núcleo duro de Casagrande

Por um conjunto de sinais, já é possível identificar e apontar quem serão os nomes mais fortes no secretariado atual

Publicado em 06 de Janeiro de 2019 às 23:45

Públicado em 

06 jan 2019 às 23:45
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Casagrande, Jacqueline e a equipe de governo em frente ao Palácio Anchieta Crédito: Hélio Filho/Secom
No dia 2 de janeiro de 2015, os secretários do governo Paulo Hartung 3, que então se iniciava, tomaram posse. Foi realizada uma cerimônia aberta à imprensa e a convidados, no Salão São Tiago, o maior do Palácio Anchieta. Em nome de todos os colegas, a secretária da Fazenda, Ana Paula Vescovi, foi escalada por Hartung para fazer um pronunciamento. Neste, lançou as bases do ajuste fiscal que seria a marca daquela administração. E desferiu algumas alfinetadas no governo anterior, de Casagrande.
No último 2 de janeiro, quem tomou posse foram os novos secretários do governo Casagrande 2. Desta vez, não houve solenidade nem pompa. Logo, nenhum pronunciamento. Mas, por um conjunto de sinais, já é possível identificar e apontar quem serão os nomes mais fortes no secretariado atual. O quinteto que responde pelo núcleo duro de Casagrande é exatamente o que figura (certamente não por acaso) na primeira fila da foto oficial da equipe de governo, tirada no mesmo dia. Da esquerda para a direita: Valésia Perozini (chefe de gabinete), Tyago Hoffmann (Governo), Flávia Mignoni (Comunicação), Davi Diniz (Casa Civil) e Lenise Loureiro (Gestão e Recursos Humanos).
Obs.: No canto direito, um “intruso”: Severino Alves da Silva Filho (PSB) é secretário interino de Trabalho, até Bruno Lamas (PSB) assumir, em fevereiro.
No caso, o degrau mais baixo significa o maior na hierarquia governamental.
Homem forte
E, dentre esse quinteto, há um secretário que desponta como maior candidato a homem forte do novo governo: Tyago Hoffmann (PSB).
Naquele mesmo dia, o Diário Oficial trouxe dois decretos muito importantes. O primeiro, além de estabelecer corte de custeio de 10%, criou uma comissão para controle de gastos à qual os demais secretários deverão submeter todas as novas despesas e transferências voluntárias. Essa comissão será coordenada por ele.
O outro decreto foi o gerador da primeira grande polêmica do governo recém-iniciado: o que suspendeu a execução de todos os convênios firmados pela administração de Paulo Hartung com prefeituras nos últimos três meses. Os prefeitos chiaram, o governo passado idem. Hoffmann foi convocado às pressas para dar uma coletiva de imprensa não prevista inicialmente e explicar o decreto.
Na ocasião, alfinetou a gestão anterior exatamente como Vescovi fizera exatos quatro anos antes. Deu poucas respostas numéricas. Mas deixou a certeza de que é ele quem será chamado para resolver os princípios de crise.
Homem de sorte
Fora da equipe de governo, o aliado que mais se fortalece com o início da gestão de Casagrande é, sem dúvida, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS). Em gesto cheio de sentido, no início do discurso de posse, Casagrande perguntou por Luciano. O aliado levantou a mão e ouviu do governador uma saudação especial e a promessa de profícua parceria. Cansado de remar contra a gestão Hartung (ou de tê-la remando contra ele), o prefeito não espera menos. Após o discurso, Luciano fez duas selfies: uma só com Casagrande e a outra acompanhado das respectivas esposas.
Vivo ou morto?
Na Roma Antiga, cabia ao imperador, durante os jogos do Coliseu, decidir se o gladiador derrotado viveria (polegar para cima) ou morreria ali mesmo (dedão para baixo). Chamado às vezes de “imperador”, Paulo Hartung fez esse gesto em seu último momento ao se despedir do Palácio. Seguirá vivíssimo na política. Aguardemos as próximas batalhas eleitorais.
O último adeus. A última lágrima em público
Em 16 de fevereiro de 2018, o ex-governador Gerson Camata participou em Marilândia, cidade onde cresceu, da assinatura da ordem de serviço do governo Paulo Hartung para recuperação de estrada que liga o município a Colatina. Defendeu a reeleição de Hartung (não rolou). E, notório chorão que era, foi levado às lágrimas pelos elogios que o então governador lhe dedicou. “Se tive um professor na área pública, foi Gerson Camata.”

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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