No início deste mês, em um artigo publicado nesta coluna, evidenciamos que o Espírito Santo contabilizou 852 homicídios em 2024, o que resultou em uma queda de 12,7% em comparação ao ano de 2023. Esse foi o menor número de assassinatos contabilizados no território capixaba desde 1996, quando foi iniciada a série histórica oficial monitorada pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp/ES).
Enquanto os homicídios apresentam uma consolidada tendência de redução no Espírito Santo, a violência no trânsito chama atenção por um aumento de 17,9% na comparação dos anos de 2023 (825 casos) e 2024 (973 registros). Nesse último ano, o número de mortes no trânsito superou os homicídios no Estado.
Essa estatística reflete comportamentos de risco, como o uso de dispositivos móveis ao volante, o excesso de velocidade, a condução sob efeito de álcool e outras substâncias psicoativas e a uma cultura de desrespeito às normas de trânsito. Nesse cálculo também constam as falhas na fiscalização e na infraestrutura viária. Esses fatores combinados têm contribuído significativamente para a piora dos índices de violência no trânsito.
Para enfrentar esse desafio, é imprescindível fortalecer políticas públicas voltadas à segurança viária. Investimentos em campanhas de educação, fiscalização rigorosa e melhoria da infraestrutura viária são medidas essenciais. A integração entre os órgãos de segurança e a participação ativa da sociedade civil também são fundamentais.
Sobre a melhoria da infraestrutura viária, é importante destacar a necessidade de duplicação e modernização da malha rodoviária com maior fluxo de veículos, como é o caso das rodovias federais. Além disso, nas vias urbana é relevante a manutenção periódica do asfalto e da sinalização vertical e horizontal.
O compromisso com a segurança viária deve ser de toda a sociedade. Somente com a ampliação do esforço conjunto entre poder público, setores produtivos e a população será possível reverter esse cenário preocupante e promover um ambiente viário mais seguro para todos.