Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Tecnologia

A regulação das big techs: potencialidades e desafios

Os esforços dos países devem ser em buscar um equilíbrio entre garantir um ambiente virtual mais ético, transparente e seguro para os usuários, garantindo uma competição de mercado mais equitativa para as empresas e fomentando a inovação.

Públicado em 

24 abr 2024 às 02:15
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

As gigantes tecnológicas (bigs techs), como Google, Meta (Facebook e Instagram), Amazon, Microsoft e Apple, experimentaram um forte crescimento nas últimas décadas, consolidando suas posições como protagonistas em diversos setores da economia global.
Diante desse panorama, países têm buscado implementar uma regulação efetiva sobre essas empresas, visando assegurar um ambiente de competição mais justa, proteção de dados de usuários e maior potencialização à inovação. Todavia, a adoção dessa iniciativa tem suscitado debates, com argumentos a favor e contra a aplicação da regulação. Na sequência vamos examinar três pontos positivos da regulamentação.
As bigs techs têm acesso a uma quantidade ampla de dados dos usuários, suscitando preocupações sobre privacidade e segurança. A regulação pode estabelecer padrões mais claros de proteção de dados, garantindo que informações pessoais sejam utilizadas de maneira ética e transparente.
As gigantes tecnológicas usualmente são alvo de críticas por suas práticas de omissão quando crimes são praticados em suas plataformas. Essas empresas dominam ferramentas tecnológicas que podem ser aprimoradas para contribuir para que delitos virtuais sejam prevenidos e criminosos sejam identificados e respondam na justiça pelos seus atos. Com a regulação, busca-se alcançar uma postura mais proativa das empresas de tecnologia para tornar suas plataformas mais seguras para os usuários. O ambiente virtual não é uma terra sem lei.
A regulação das bigs techs pode contribuir para evitar práticas anticoncorrenciais, como o abuso de posição dominante no mercado e a manipulação de algoritmos para privilegiar os próprios produtos ou serviços em detrimento dos concorrentes. Essa estratégia pode propiciar um ambiente mais equitativo para empresas de menor porte competirem no mercado.
Em busca de manter a atual posição em uma certa zona de conforto, representantes das grandes empresas de tecnologia buscam sustentar alguns argumentos contrários à regulação, a saber, o cumprimento de medidas mais rígidas seriam por demais complexas, o que obrigaria as bigs techs a gastar mais. Esse “prejuízo” poderia ser repassado para os usuários das plataformas.
Uma regulamentação mais rigorosa também poderia impactar no deslocamento de tecnologias das grandes empresas para outros países e territórios. Isso afetaria assim uma redução nas atividades econômicas e menor poder de influência no desenvolvimento de novas tecnologias da região que implementasse a regulação.
Além disso, uma regulação mais severa poderia gerar obstáculos à entrada de concorrentes no mercado de tecnologias, bem como pode atrapalhar ou atrasar inovações de produtos e serviços.
Redes Sociais/Celular
Redes Sociais/Celular Crédito: Agência Brasil
No último dia 7 de março entrou em vigor na União Europeia (UE) a Lei de Mercados Digitais, que regula as atividades das gigantes da tecnologia e da concorrência entre as mesmas. A norma estabelece regras para empresas de tecnologia que possuem mais de 45 milhões de usuários em plataformas online.
A União Europeia está sendo protagonista nessa matéria. Tudo indica que essa experiência servirá de referência para outras nações. Ainda é cedo para tirar conclusões, mas vale destacar que nenhuma bigs techs abandonou a UE até o momento.
Em síntese, a regulação das grandes empresas de tecnologia apresenta potencialidades e desafios. Os esforços dos países devem ser em buscar um equilíbrio entre garantir um ambiente virtual mais ético, transparente e seguro para os usuários, garantindo uma competição de mercado mais equitativa para as empresas e fomentando a inovação de serviços e produtos.

Pablo Lira

É diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves. Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Qual o melhor dia para pedir demissão? Entenda
Imagem de destaque
A renúncia de Pazolini, os riscos e as chances do prefeito de Vitória
Imagem de destaque
IR 2026: veja como declarar imóveis, carros e outros bens sem cair na malha fina

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados