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Leonel Ximenes

Programa Estado Presente em cinco anos: é hora de atualizar

Os 140 bairros escolhidos pelo programa Estado Presente em 2019 não representaram nem um terço dos crimes letais intencionais

Publicado em 20 de Abril de 2019 às 22:52

Públicado em 

20 abr 2019 às 22:52
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Reunião do Estado Presente, o principal programa do governo Casagrande. Crédito: Divulgação
Os 140 bairros escolhidos pelo programa Estado Presente em 2019 não representaram nem um terço dos crimes letais intencionais (CLIs), que são homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, nos últimos cinco anos. Os dados são da Sesp.
Os números
Em 2014, foram 31,98% de todos os CLIs. No ano seguinte, caiu para 28,65% e, em 2016, foi e 27,7%. Já nos anos de 2017 e 2018, as áreas do Estado Presente representaram, respectivamente, 29,06% e 32,55% de todos os assassinatos.
Mais de 500 crimes
As áreas do Estado Presente já tiveram pico de mais de 500 mortes. Em 2014, foram 512 do total de 1.601 CLIs no Espírito Santo. No ano seguinte, foram 414 (o ES teve 1.445 mortes violentas). Em seguida, ocorreram 348 (2016 registrou um total de 1.253 mortes). Já em 2017 foram 425 (do total de 1.462 CLIs) e, em 2018, houve 376 do total de 1.155.
Pedido de socorro
Linhares e Vila Velha frequentemente estão entre os líderes, em percentual, dos lugares com mais crimes em áreas do Estado Presente. Mortes nos bairros mais vulneráveis de Linhares representaram 55,71% das ocorrências de crimes letais intencionais (39 das 70) e, em Vila Velha, o percentual foi de 52,63% (80 das 152). O período analisado é de 2018.
Velho problema
Bairro mais violento do ES no ano passado, com 13 mortes violentas, Santa Cruz, em Linhares, também já havia sido o mais letal do município em 2015 (11 assassinatos) e em 2017 (14).
Na Grande Vitória
Já na Grande Vitória, alguns bairros também se revezam entre os campeões de assassinatos. Em Vila Velha, a lista é formada por Barramares, Santa Rita e Vale Encantado. Na Serra, o posto é disputado por Vila Nova de Colares e Feu Rosa. Em Cariacica, Padre Gabriel e Castelo Branco.
Alternância
Vitória foi o município em que mais houve variação dos bairros campeões com assassinato. Até Bento Ferreira já liderou em 2016, com quatro mortes, ao lado de Grande Vitória.
O crime avança
Comentário de um policial civil sobre a XD 9, arma automática importada com mira a laser apreendida pela PM em Linhares recentemente: “Veja o poder de fogo dos traficantes de Linhares. A polícia nem sonha em ter armamento bom assim”.
Clássico de volta
“A Invenção do Coronel”, livro do cientista político capixaba João Gualberto que ajuda a entender o Brasil e o brasileiro, está esgotado. A segunda edição revista e ampliada está sendo finalizada pela Edufes. Lançamento em breve.
Crise na estrada
Investigador que mora em Vitória e trabalha no Norte do Estado constata que, de um ano e meio pra cá, aumentou muito o número de PMs e bombeiros que pedem carona, fardados, na BR 101.
Dois dias após o incêndio, a vaquinha virtual já havia arrecado cerca de R$ 3 bilhões para a restauração da Catedral de Notre-Dame.
Aqui, o Museu Nacional do Rio de Janeiro também foi destruído pelo fogo, não houve mobilização nacional alguma pela sua reconstrução e, até agora, só tem promessa de liberação de R$ 85 milhões pelo governo federal.
Boa pergunta
Do professor de Filosofia Edebrande Cavalieri: “Aprendi na escola, e depois como professor passei a ensinar, que para ser ministro do STF a pessoa deveria ter mais de 35 anos, amplo conhecimento jurídico e principalmente reputação ilibada. Esses critérios ainda estão valendo?”
Brasil acima de tudo?
“Já está feito, já pegou fogo, quer que eu faça o quê?”
* Bolsonaro, sobre o incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro
Paris acima de tudo?
“Em nome dos brasileiros, manifesto profundo pesar pelo terrível incêndio que assola um dos maiores símbolos da cultura e da espiritualidade cristã e ocidental, a Catedral de Notre-Dame de Paris. Neste momento sombrio, as nossas orações estão com o povo francês.”
* Bolsonaro, manifestando-se sobre o incêndio da catedral parisiense
Alô, eleitor!
Se alguém disser que o ministro Alexandre Moraes tem “deficiência de capilaridade na cabeça”, corre risco de ser censurado pelo STF?
 

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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