Eleito para o Senado para exercer seu primeiro mandato político, o instrutor de segurança Marcos do Val promete lutar pelo Estado, discutir ao mesmo tempo os grandes problemas nacionais e reafirma sua disposição de aprovar a anistia aos PMs que fizeram greve em 2017.
O senhor será um senador que vai priorizar os grandes temas nacionais ou vai se preocupar mais em obter recursos para o Estado?
Estamos montando uma equipe para seguir as duas frentes. Para obter recursos para o Estado, estamos criando grupos temáticos voluntários para nos auxiliar com demandas das necessidades de cada setor.
Seu partido é oposição ao governo federal. O sr. acompanha o PPS?
Deixei claro ao partido que jamais serei oposição por ser oposição. Eu não vou acompanhar isso, o partido já me deixou livre. O que vou fazer é a defesa do Espírito Santo. O que for bom para o Estado, o governo federal vai ter o meu total apoio.
Em relação às armas, é a favor da posse, do porte ou da proibição total?
Sou totalmente a favor da posse e cauteloso em relação ao porte, mas sou contra a proibição total. Em relação à posse, vejo como um extintor de incêndio que a gente tem em casa, para dar um primeira resposta até que chegue uma unidade policial.
Os PMs processados pela participação na greve de 2017 devem ser anistiados, como prega o governador Casagrande?
Sou totalmente a favor da anistia dos policiais militares. Temos que questionar por que só agora foi acontecer isso [a greve] numa instituição que tem 180 anos. No Senado, vou lutar pela anistia.
O sr. pretende abrir mão de alguma mordomia concedida aos senadores?
O que um pode ver como mordomia outro pode não ver como mordomia. Informei ao Senado que queria abrir mão do auxílio-paletó, mas fui informado que esse benefício foi extinto há mais de 20 anos. Tem muita coisa que circula nas redes que é boato.