Sábado à noite, Piedade na avenida, primeira escola a desfilar no Grupo Especial. O Sambão do Povo ainda não estava completamente "aquecido" quando um cena causou grande surpresa: o destaque da escola do Centro de Vitória que representava o papa Francisco sacou a bandeira do Movimento LGBT e passou a exibi-la ao público em intervalos de cerca de cinco minutos até a conclusão da apresentação da escola. A performance deste profissional formado em Serviço Social, de 43 anos, era um segredo de Estado tão bem guardado que nem o carnavalesco da Piedade, Paulo Balbino, sabia o que iria ocorrer na avenida. "Só contei para o diretor de Carnaval, Pedro Sacramento", conta Dario Coelho, homossexual e militante do Movimento LGBT, e que já foi gerente de Direitos Humanos na Prefeitura de Vitória.