Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Fernando Manhães

Qual é a verdadeira intenção da Publicidade?

Em tempos de forte influência da tecnologia, a leitura dos anúncios publicitários faz-se cada vez mais necessária

Publicado em 29 de Março de 2019 às 19:42

Públicado em 

29 mar 2019 às 19:42

Colunista

Publicidade Crédito: Divulgação
A Publicidade é uma ferramenta da Comunicação importantíssima na construção do conhecimento e da informação. Através das marcas, apelos criativos e conteúdos persuasivos é possível imaginar como o consumo e os hábitos das pessoas foram e são impactados. Identificar e analisar até que ponto é possível fazer leituras semióticas de anúncios publicitários e seus possíveis desdobramentos é sempre um grande desafio.
A palavra semiótica se origina do grego (oficina dos signos), ou seja, a ciência geral dos signos e dos fenômenos culturais como sistemas de significações. De uma forma geral, o signo tem o mesmo significado da linguagem, isto é, algo que significa alguma coisa. A semiótica é a ciência que tem a missão de investigar tudo e todos. Num estudo comparativo com as implicações do Marketing e as relações da sociedade de consumo, autores como Michel Certeau e Jean Baudrillard nos auxiliam particularmente no entendimento das relações existentes entre a Publicidade e as aspirações das sociedades baseadas no sistema de consumo. Segundo Baudrillard, a sociedade de consumo contemporânea vive sob o abrigo dos signos e na recusa da realidade. Os símbolos integram, enquanto signos, o espaço público a ser interpretado.
Segundo essa mesma visão, pode-se afirmar que a dimensão do consumo até aqui por nós definida não é a do conhecimento do mundo. O lugar do consumo é a própria vida cotidiana, que este autor define como um sistema de informações. Ratifica este pensamento Certeau, que observa a leitura como foco da cultura e do consumo nas práticas cotidianas. “A Publicidade vê-se por toda a parte a minar os modos de comunicação imediatos, intimistas e pessoais”, segundo Baudrillard.
Em tempos em que tudo é fortemente influenciado pela tecnologia e pela prática diária da internet, a leitura dos anúncios publicitários faz-se cada vez mais necessária, como grande contribuição da sociologia e das relações humanas. Assim, a relação é a condição básica da comunicação. “A relação é uma corda tensa. Ela pressupõe que existam dois ou mais. A diferença nos atrai, pois somos múltiplos, ambíguos, rugosos e divididos”, cita o professor Moisés Martins, da Universidade do Minho, Braga (Portugal).
Quando se cria uma peça publicitária não se pensa em todas essas leituras e significados, mas o convencimento e a persuasão são elementos indissociáveis da relação humana.

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Incêndio de grandes proporções atinge Arquivo Geral do TJES na Serra
Galpão do TJES atingido por incêndio tem alvará dos bombeiros em dia
Viaturas da Polícia Militar, PM
Motociclista fura blitz, atropela policial militar e foge em Colatina
Estudo para concurso público
10 concursos federais previstos até 2027 com salários de até R$ 30 mil

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados