Após algum tempo sem muitas notícias, o projeto do Porto Central volta para a pauta do Estado. No próximo dia 21, o empreendimento será apresentado para investidores e entidades no Rio de Janeiro. A ideia é mostrar projetos capixabas bem como o próprio Espírito Santo como uma alternativa ao Estado fluminense para se morar e também como um bom ambiente para a realização de negócios. A iniciativa é do governo do Estado e tem a participação de entidades, como a Findes.
Enquanto o evento – que terá um grande público da indústria petrolífera – não acontece, o Porto Central mantém negociações com potenciais clientes. Neste momento, o foco está sendo em conversas com petroleiras, uma vez que o porto, em Presidente Kennedy, vai iniciar atendendo ao setor de óleo e gás. É neste segmento que existem clientes com mais apetite. Outro ponto é que negócios nesta área não têm dependência de uma ferrovia, como a EF 118, que continua incerta para o Estado.
A expectativa é que até julho sejam fechados ao menos três contratos, condição que os acionistas colocaram para que a obra comece. A partir daí, serão iniciados os trabalhos para a construção do canal de acesso e quebra-mar.
Empregos e impostos
Está a todo vapor a construção do centro logístico da Autoglass, em Guarapari. Quem passa pela BR 101 já consegue ver um grande canteiro de obras montado e caminhões atuando no espaço, que deve ficar pronto em 2020. Bom para a Cidade Saúde, que enfrenta um alto desemprego.
NA LATA
Perfil
Nome: José Olavo Medici
Empresa: Cervejaria Else
No mercado: Há 6 anos
Negócio: Bebidas
Atuação: Espírito Santo, com sede em Viana.
Funcionários: 4
Jogo rápido com quem faz a economia girar
Economia: Ainda parada. Está precisando melhorar.
Pedra no sapato: Carga tributária.
Tenho vontade de fechar as portas quando: Esbarro em processos burocráticos muito grandes e complexos.
Solto fogos quando: Vejo meu produto reconhecido e o cliente feliz.
Se pudesse mudar algo no meu setor, mudaria...: A acessibilidade aos produtos especialmente no quesito preço. Os insumos são muito caros e nos tiram a competitividade.
Minha empresa precisa evoluir: No marketing, na forma de nos comunicarmos com o mercado.
Se começasse um novo negócio seria...: No mesmo ramo, mas, além da fábrica, investiria em um bar, formando o chamado brewpub.
Futuro: Vejo que o mercado de cervejas artesanais está se consolidando e nós esperamos crescer tanto na produção quanto na atuação em mais locais.
Uma pessoa no mundo dos negócios que admiro: O sócio da Ambev, Jorge Paulo Lemann.
Até breve
A partir desta semana, entro de férias. Neste período de descanso, a coluna não será publicada. Mas espero reencontrar você em junho, quando volto cheia de gás e com muitas análises e informações sobre a economia capixaba.