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Beatriz Seixas

Banestes tenta virar página com resultados

Nesta terça (19), em uma reunião com acionistas, analistas de investimentos e imprensa, a instituição divulgou os resultados de 2018, quando obteve um lucro líquido recorde de R$ 181 milhões, 3,3% maior do que o registrado em 2017

Publicado em 20 de Fevereiro de 2019 às 09:55

Públicado em 

20 fev 2019 às 09:55
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Depois de começar o ano enfrentando uma agenda turbulenta, com a prisão do então novo presidente, Vasco Cunha Gonçalves – por supostas práticas criminosas no Banco de Brasília (BRB) –, o Banestes reverteu os holofotes negativos por meio dos números. Nesta terça (19), em uma reunião com acionistas, analistas de investimentos e imprensa, a instituição divulgou os resultados de 2018, quando obteve um lucro líquido recorde de R$ 181 milhões, 3,3% maior do que o registrado em 2017.
Quem conduziu a apresentação foi Silvio Henrique Brunoro Grillo, que, após a renúncia de Gonçalves, assumiu interinamente a presidência do banco estadual até que o novo nome indicado pelo governo, Amarildo Casagrande, receba o aval do Banco Central para ocupar a função.
O episódio da saída de Vasco não foi tratado como tabu durante a fala de Grillo para a plateia, tampouco o gestor se esquivou das perguntas feitas pela coluna sobre o tema ao final do evento. Ao adotar essa postura, o presidente interino passou uma mensagem importante de que o imbróglio foi superado pelo Banestes e de que agora, mesmo com todas as mudanças na diretoria que já aconteceram e as que estão por vir, o banco está focado nos projetos e resultados.
Para Grillo, a virada de página só foi possível porque a reação do banco/governo do Estado foi rápida ao nomear um presidente interino e ao prestar os esclarecimentos a órgãos como Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Se demorássemos para agir, aí sim poderia causar alguma dúvida sobre nós. A reação ágil nos permitiu atuar com muita tranquilidade e está nos garantindo uma boa transição.”
Injustiça
Desde a saída do ex-presidente do BRB Vasco Gonçalves do banco capixaba, uma dúvida pairava em torno de outro nome que veio de Brasília, o do diretor de Riscos e Controle, Carlos Artur Hauschild.
Apesar de em nenhum momento Carlos Artur ter sido alvo das investigações da Polícia Federal, nem ter nada que pese contra ele, nos bastidores, havia uma preocupação sobre qual seria o seu futuro no banco.
Nesta terça, o diretor-presidente interino esclareceu para coluna que ele permanece no cargo e que uma eventual troca seria injusta. “Ele não foi indicado pelo Vasco. Além disso, é uma pessoa técnica e que tem colaborado muito com a gente. Trocá-lo seria uma injustiça”, avaliou Grillo.
Bom começo
Com a crise envolvendo a prisão do ex-presidente do Banestes Vasco Cunha Gonçalves, alguns funcionários estavam com receio sobre como os números do banco se comportariam neste início de ano. Tanto é que nos dias que sucederam o episódio, houve uma espécie de paralisia na instituição.
Um empregado chegou a declarar para a coluna: “O banco parou! E confesso que estou preocupado com o resultado de janeiro, que já é um mês fraco. Sem comando, sem ter gestores para cobrar, as equipes perderam o rumo.”
O marasmo, entretanto, não prevaleceu. Um funcionário contou que, pelas apurações preliminares, janeiro vai apresentar resultado superior do que o mesmo mês de 2018. “Isso mostra que a prisão do Vasco não afetou a instituição”, comemorou.
Questionado sobre o desempenho do banco, o presidente interino, Silvio Grillo, disse que não poderia se manifestar sobre o tema, já que a instituição só divulga seus resultados trimestralmente seguindo as regras de empresas de capital aberto.
O desafio da troca
Fontes ligadas à diretoria do Banestes informaram que um desafio que o banco vai ter pela frente é em relação às mudanças de gerações. Como existem muitos funcionários prestes a se aposentar, eles serão substituídos por um time novo.
“Isso em grande quantidade não é bom. Porque você fica sem as referências da área. Toda empresa precisa ter pessoas com um gás novo, mas sem perder aquelas com mais experiência e maturidade para a tomada de decisões. Vamos trabalhar para que o processo de formação dos novos trabalhadores se dê de forma acelerada. Por exemplo, se antes uma pessoa levava cerca de 10 anos para assumir uma diretoria, isso agora tende a acontecer em um período menor, talvez dentro de cinco a seis anos.”
Muito mais do que o desafio das gerações, o Banestes vai ter pela frente o desafio de continuar a trajetória de lucratividade e de se manter longe de polêmicas.
Com a expectativa de retomada da economia em 2019, o que se espera é que o banco seja capaz de crescer e bater novos recordes. Para isso, ter pessoas bem preparadas e técnicas no quadro é cada vez mais indispensável. Aliás, em um setor de pouca concorrência e altamente concentrado nas mãos de grandes grupos, como vemos no país, só vai sobreviver quem entregar de fato bons resultados.
FOLIA DOS TRIBUTOS
Época de folia também é época dos contribuintes pagarem mais impostos. Afinal, vários produtos consumidos no período de Carnaval tem os tributos pra lá de elevados. Do preço de uma máscara de lantejoulas, por exemplo, a carga tributária responde por 42,71%, ou seja, quase metade do valor total do item. “A regra geral no Brasil é que, quanto mais essencial for o produto, menos tributado ele será. Por isso que os produtos não essenciais – como cigarros e bebidas alcóolicas –, artigos de luxo e itens supérfluos carregam sempre mais impostos”, esclarece o advogado tributarista Samir Nemer. Por esse motivo, diz ele, os preservativos apresentam uma das menores cargas tributárias entre os itens consumidos no Carnaval: 18,75%.
 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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