Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Angelo Passos

Em 200 dias de governo Bolsonaro, não faltaram surpresas

Liberação do saque do FGTS é o governo Bolsonaro repetindo o remédio imediatista, para cenários em decadência, usado por Temer

Publicado em 18 de Julho de 2019 às 21:15

Públicado em 

18 jul 2019 às 21:15
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos Angelo Passos
200 dias de governo Bolsonaro Crédito: Amarildo
A surpresa da economia neste momento não é a liberação do saque de parte do FGTS. É o governo Bolsonaro repetir o remédio imediatista, para cenários em decadência, usado por Temer para animar a atividade econômica.
Com o presidente anterior, o PIB arrastou-se 1,1% ao ano. Acredita-se que nem a isso se chegará em 2019. As projeções caem sem parar há 20 semanas. O mercado financeiro prevê avanço diminuto, em torno de 0,8%.
Espera-se breve voo de galinha com a injeção do FGTS no consumo. Só. É quase nada para o sonho nacional de expansão de 3% em 2019. As chances de chegar a esse patamar foram adiadas. Talvez em 2021. Se tudo der certo.
Mas não há como negar: o Brasil viveu 200 dias de surpresas com Bolsonaro. Boas e más. Este espaço dá para citar poucas coisas esperadas desde muito antes do atual governo e outras que nunca deveriam ter ocorrido nas áreas política e econômica.
A redução dos ministérios (de 29 para 22) é positiva. Pensava-se que o Congresso não iria consentir, dada a inabilidade do presidente no trato com ex-colegas parlamentares. Mas o corte de ministérios é quase somente simbólico. Indispensável é uma reformulação nos parâmetros funcionais do Estado, visando melhorar suas respostas às necessidades da população e facilitar a competitividade.
Um dos fatos mais notáveis nesses 200 dias é o início da aprovação da reforma da Previdência. Falta muito para o desfecho, mas era crucial destravá-la. E aí surgiu uma grande surpresa. A Câmara dos Deputados, useira e vezeira em enterrar iniciativas pró-reforma, resolveu coloca-la no colo e leva-la adiante. Foi artífice da vitória em primeira etapa. E aí os papeis se inverteram. Bolsonaro quase consegue impedir a aprovação. Atacou o projeto com os vírus do privilégio e do corporativismo, buscando amenizar rigores para os militares, dos quais é muito próximo.
Entre ocorrências inusitadas, o que dizer da pretensão de guindar Eduardo Bolsonaro a embaixador nos Estados Unidos? Meritocracia? Que nada! O filho do Capitão não estudou no Instituto Rio Branco, que prepara o corpo diplomático brasileiro. Vê-se tentativa de imitar os passos do príncipe saudita Khalid bin Salman bin Abdulaziz Al Saud, nomeado pelo pai para tal cargo.
Chacota internacional tomou conta do caso. O jornal “El Pais” lembrou do terceiro imperador de Roma, Calígula, que nomeou o seu cavalo preferido, chamado Incitatus (Impetuso), cônsul da Bitínia.

Angelo Passos

Angelo Passos Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
O que é urânio enriquecido e por que ele é polêmico no acordo nuclear entre os EUA e a Arábia Saudita?
Imagem de destaque
Por que a Ucrânia tem atacado a 'Amazon russa'
Imagem de destaque
Vila Velha promove vacinação em shopping sem agendamento neste sábado (25)

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados