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Angelo Passos

Com inovação não tem como a economia atravessar na avenida

Carnaval é transformação. Soluções inovadoras de produtos e processos para a folia podem dar bons lucros

Publicado em 28 de Fevereiro de 2019 às 18:48

Públicado em 

28 fev 2019 às 18:48
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

Inovação no carnaval Crédito: Amarildo
O Brasil é um país complexo. Tem 12,7 milhões de desempregados em idade produtiva. Uma lástima. Cresceu pouco em 2018 - afinal, 1,1% é uma decepção – mas saiu da sua pior recessão e isso é suficiente para o carnaval bombar.
No Espírito Santo, existem 219 mil pessoas sem emprego, mas a tristeza que o fato poderia levar para o carnaval é suplantada pelo sentimento antecipado do futuro: a projeção para o PIB estadual gira em torno de 2,8% em 2019 – muito acima da nacional (que agora ficou menor, porque o carregamento estatístico não será tão grande quanto era esperado, já que o PIB evoluiu apenas 1,1% em 2018).
A Confederação Nacional do Comércio estima que o período carnavalesco injetará no país R$ 6,7 bilhões, uma alta de 2% em relação a 2018. É o primeiro crescimento da receita do evento, após três anos seguidos de quedas. E gera a contratação de 23,6 mil trabalhadores temporários, um aumento de 23,4% na comparação com o carnaval de 2018 (19,1 mil). É também o maior contingente sazonal desde 2015.
Mas os resultados financeiros do carnaval precisam ser mais pulverizados. O movimento previsto de R$ 6,7 bilhões está muito concentrado: 62% ficam com Rio de Janeiro (R$ 2,9 bilhões) e São Paulo (R$ 1,9 bilhão). Minas Gerais (R$ 615,5 milhões), Bahia (R$ 561,9 milhões), Ceará (R$ 320 milhões) e Pernambuco (R$ 217,6 milhões). Os demais Estados (entre eles, o Espírito Santo, claro), juntos, contabilizam pouco mais de R$ 1 bilhão. Eles estão desafiados a atraírem mais visitantes.
A festa momesca tem potencial financeiro muito maior do que o atual. O olhar atento de empreendedores deve perceber a evolução tecnológica do espetáculo – escolas de samba, trios elétricos, blocos na rua – como chamariz à inovação no campo dos negócios.
Carnaval é transformação. Ao mesmo tempo, laboratório para soluções criativas – de produtos, serviços e processos –, sejam ou não de base tecnológica. Esse horizonte é para todos os portes de negócios, do gigantesco ao micro. Há oportunidades para artistas, produtores culturais, designers, arquitetos, barraqueiros, fabricantes de fantasias e abadás, adereços, enfeites, máscaras, customizador de roupas, aluguel palcos e espaços, maquiador, ambulantes de alimentação etc. Quase uma centena de ramos. A festa é de todos.
O samba-enredo da reforma da Previdência fala de incertezas, mas o carnaval está na rua.

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

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