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Crônica

23 coisas que aprendi em 2023

Não custa lembrar de respirar, suavizar a cobrança e olhar as coisas por partes: pequenas metas, um capítulo depois do outro, as singelas vitórias do caminho, uma jornada em andamento vista com gentileza e em perspectiva

Públicado em 

31 dez 2023 às 01:30
Ana Laura Nahas

Colunista

Ana Laura Nahas

Confira os vídeos mais acessados pelos leitores este ano
Crédito: Foto Reprodução: Pixabay

1.00

Certas tradições revigoram o ar, resgatam o rumo, apontam o caminho de volta à essência, reconstroem elos e conexões.

2.00

A consistência fortalece o corre.

3.00

Parar igualmente tem seu valor, porque faz todo sentido o que disseram naquele dia: “Acolha seus cansaços. Eles te dizem para onde você não quer voltar”.

4.00

Calma também é potência.

5.00

Aliás, não custa lembrar de respirar, suavizar a cobrança e olhar as coisas por partes: pequenas metas, um capítulo depois do outro, as singelas vitórias do caminho, uma jornada em andamento vista com gentileza e em perspectiva.

6.00

A propósito, ter raízes é bem melhor do que ter âncoras. Raiz alimenta, âncora imobiliza.

7.00

As pessoas podem ir embora de várias formas diferentes.

8.00

Os ombros carregam o peso dos nossos medos.

9.00

Cicatrizes nos lembram que, num mesmo lugar, convivem a cura e a ferida.

10.00

Rupi Kaur tem toda razão quando diz que precisamos de elegância para continuarmos sendo gentis em situações cruéis.

11.00

Decepções passam, traumas se refazem, mas certas lembranças não somem nunca.

12.00

O poeta sabia das coisas: a memória é mesmo uma ilha de edição.

13.00

Há olhares que ultrapassam a vida de seus autores. Eles partem, mas seu pensamento permanece, a nos ensinar, com a sutileza dos sábios, que a grandeza da vida pode estar no modo como nos permitimos viver as coisas menores e mais banais.

14.00

Esforços sinceros valem ouro. Blá-blá-blás são justo o oposto.

15.00

Tão importante quanto saber o que nos move é saber o que nos paralisa. Tão essencial quanto conhecer o que nos faz chorar é conhecer o que nos alegra.

16.00

Escolher pode ser difícil. Mas pior mesmo é quando a gente não tem escolha.

17.00

Um xilofone incomoda muita gente. Dois xilofones incomodam muito mais.

18.00

As pessoas às vezes são mesmo feijão em pote de sorvete, e noves fora a inteligência artificial tem lá sua utilidade.

19.00

O hábito de celebrar os vivos, dançar com o tempo e valorizar os encontros faz a morte pesar um pouquinho menos.

20.00

A voz de Maya Angelou ecoa aqui e ali, a despeito das que insistem na competição que só nos enfraquece: “Toda vez que uma mulher se defende, sem nem perceber que isso é possível, sem qualquer pretensão, ela defende todas as mulheres”.

21.00

Não adianta se dizer feminista na rede social e sacanear outras mulheres pelas costas, se dizer justiceiro de grandes causas e ser injusto nos pequenos julgamentos. Não adianta falar de Deus em sua infinita bondade e semear a discórdia, o egoísmo e o rancor assim que a missa termina.

22.00

Como o conhaque do poema, a lealdade dos bichos bota a gente comovido como o diabo.

23.00

Uma lista de aprendizados é um bom modo de fechar o ano.

Ana Laura Nahas

É jornalista e escritora, com passagens pelos jornais A Gazeta e Folha de São Paulo e pelas revistas Bravo! e Vida Simples. Autora dos livros Todo Sentimento e Quase um Segundo, escreve aos domingos sobre assuntos ligados à diversidade, comunicação e cultura

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