Na falência educacional encontra-se a gênese de todas as nossas tragédias sociais. Basta ver que quase 60% da população mais pobre (aquela inscrita no Cadastro Único, instrumento do governo federal que identifica e classifica as famílias de baixa renda) do Espírito Santo não completaram nem o ensino fundamental. Como ter alguma chance de vida melhor sem as portas que só a educação é capaz de abrir?
E a situação piora no interior. As regiões Serrana e do Caparaó são paraísos capixabas que escondem uma realidade que não condiz com tanta beleza: mais de 70% da população com mais de 25 anos, também com base no CadÚnico 2017 em uma pesquisa realizada pelo Instituto Jones dos Santos Neves, não conseguiram finalizar a primeira etapa da educação formal.
A bandeira da educação não fica nem a meio mastro. Para hasteá-la, o setor precisa ser tratado como prioridade. A poucos meses da eleição, contudo, os que já se colocam como postulantes aos cargos em jogo dão quase nenhuma importância à formação, ao estímulo ao estudo ou ao desenvolvimento do ensino. Faltam propostas, comprometimento e seriedade. Sem educação, já se entra defasado para a corrida da vida. Um prejuízo difícil de ser revertido.