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Ação contra a China

Weintraub deve prestar depoimento à PF em caso de racismo nesta quinta

O inquérito foi aberto em abril, após o ministro postar mensagem no Twitter em que trocava as letras 'r' por 'l', ridicularizando o sotaque de alguns chineses

Publicado em 04 de Junho de 2020 às 15:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 jun 2020 às 15:09
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participa do primeiro culto de Santa Ceia de 2020 da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, em fevereiro
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participa do primeiro culto de Santa Ceia de 2020 da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, em fevereiro Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, tem depoimento marcado para as 15h desta quinta-feira, 4, no edifício sede da Polícia Federal, em Brasília, no caso em que é investigado por suposto racismo. Será a segunda vez que policiais tentam ouvi-lo no intervalo de uma semana, mas por motivos diferentes.
O inquérito no qual Weintraub deve prestar o depoimento de hoje foi aberto em abril, após o ministro postar mensagem no Twitter em que trocava as letras "r" por "l", ridicularizando o sotaque de alguns chineses ao falar português. Na postagem, o titular da Educação insinuava que a China vai sair "fortalecida" da crise causada pelo coronavírus.
"Quem são os aliados no Brasil do plano infalível do Cebolinha (personagem criado por Maurício de Sousa) para dominar o mundo?", dizia a postagem Weintraub, que ele apagou depois. Na publicação, o ministro usou uma imagem dos personagens da Turma da Mônica ambientada na Muralha da China e fez referência ao modo de falar de Cebolinha, o que indicaria que se trata dos chineses.
Weintraub havia requisitado ao STF permissão para escolher data e horário em que seria ouvido, mas o ministro do Supremo Celso de Mello negou o pedido nesta quarta-feira, 3. O decano da Corte apontou que essa prerrogativa só vale para testemunhas e vítimas - e Weintraub é investigado.
O vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques, disse no pedido de investigação enviado ao Supremo que as "peças de informação" revelam que o ministro da Educação "teria veiculado e posteriormente apagado manifestação depreciativa, com a utilização de elementos alusivos à procedência do povo chinês, no perfil que mantém na rede social Twitter".
Após a manifestação de Weintraub, a Embaixada da China no Brasil repudiou sua publicação. "Deliberadamente elaboradas, tais declarações são completamente absurdas e desprezíveis, que têm cunho fortemente racista e objetivos indizíveis, tendo causado influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China-Brasil", diz a nota divulgada no Twitter da Embaixada. O comunicado afirma ainda que "o lado chinês manifesta forte indignação e repúdio a esse tipo de atitude".
Na semana passada, Weintraub ficou calado no depoimento referente a um outro inquérito - o que apura notícias falsas e ameaças a ministros da Suprema Corte. Ele também tem o direito de permanecer em silêncio no depoimento marcado para esta quinta-feira.
Em postagem no Twitter na manhã desta quinta-feira, o ministro defendeu a "liberdade de expressão".
"Enriquecimento ilícito, servidor público bilionário e roubar o dinheiro do cidadão, do pagador de impostos, deveria ser o principal crime a constar na Lei de Segurança Nacional. A LIBERDADE de expressão não pode ser violada, sob nenhum pretexto", publicou. Ele também trocou sua foto de perfil e passou a usar uma imagem em que aparece com uma mordaça na boca.

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