Publicado em 1 de abril de 2021 às 12:04
- Atualizado há 5 anos
A Pfizer anunciou que sua vacina contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com a empresa alemã de biotecnologia BioNTech, é eficaz contra a variante do coronavírus primeiramente identificada na África do Sul (B.1.351). >
Em um comunicado publicado nesta quinta-feira (1º), a empresa afirma que no braço sul-africano do estudo realizado com o imunizante foram registrados nove casos da Covid-19 com sintomas entre os 800 participantes --todos os registros da doença ocorreram no grupo do placebo (que não recebeu a vacina). Após um sequenciamento genético dos vírus que causaram essas infecções, os cientistas concluíram que seis deles eram da linhagem B.1.351, hoje predominante no país.>
Os dados indicam uma proteção de 100% contra a variante, mas esses são números preliminares e a amostra é considerada pequena para permitir conclusões definitivas.>
"Esses dados confirmam resultados anteriores que demonstraram que a vacina BNT162b2 [nome do imunizante] induz uma resposta robusta de anticorpos neutralizantes da variante B.1.351", diz a companhia na nota.>
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A Pfizer e a BioNTech anunciaram ainda que a vacina BNT162b2 mantém alta eficácia (91,3%) contra o coronavírus mesmo após seis meses depois da aplicação da segunda dose. O resultado vem da análise de dados de mais de 12 mil participantes vacinados no estudo com o imunizante.>
As empresas afirmam que nenhum problema sério de segurança foi detectado nos mais de 44 mil participantes do estudo. A vacina BNT162b2 é usada nos Estados Unidos e Israel, entre outros países.>
Na segunda-feira (29), o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) confirmou que as vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna contra a Covid-19, ambas baseadas na técnica de RNA mensageiro (mRNA), têm eficácia de 90% ou mais em um estudo que leva em conta dados do uso do imunizante no mundo real, isto é, fora dos testes clínicos.>
De acordo com o CDC, a primeira dose de uma das duas vacinas foi suficiente para reduzir em 80% as chances de ser infectado pelo vírus causador da Covid-19 a partir de duas semanas após a injeção. Foram avaliadas infecções sintomáticas e assintomáticas em quase 4.000 participantes de seis estados norte-americanos.>
Fizeram parte do estudo do CDC profissionais da saúde e trabalhadores considerados essenciais, os primeiros a receberem as injeções e os mais suscetíveis à infecção.>
As vacinas de mRNA foram a grande conquista científica de 2020. Esses imunizantes carregam o código genético do vírus que contém as instruções para que as células do corpo produzam proteínas que estimulam a resposta imunológica do organismo contra o patógeno.>
Via de regra, todas as vacinas precisam carregar de alguma forma uma identificação do vírus que serve para alertar o sistema imunológico contra um invasor e dar início a produção das moléculas protetoras. As vacinas simulam uma infecção para enganar o corpo e induzi-lo a deixar a resposta imunológica formada. Assim, quando o corpo encontra o vírus ativo, capaz de gerar doença, o organismo já conta com as defesas prontas.>
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