Com a proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e dos vestibulares, os simulados se tornam uma ferramenta importante para ajudar na preparação dos estudantes. Além de testar conhecimentos, eles permitem que o aluno avalie o próprio desempenho em condições semelhantes às que encontrará no dia do exame, contribuindo para que se acostume com o formato, o tempo disponível e a dinâmica da aplicação.
Segundo André Ricardo de Castro, diretor do Colégio Fibonacci e autor do Fibonacci Sistema de Ensino, nesse período, os simulados podem ser até mais importantes do que a revisão de conteúdo. A partir dos resultados, o estudante consegue identificar suas dificuldades e direcionar os estudos para os pontos que ainda precisam ser desenvolvidos.
Abaixo, o especialista destaca algumas dicas para aproveitar melhor os simulados e garantir bons resultados no Enem e vestibulares. Confira!
1. Use o simulado para identificar lacunas de aprendizado
Na reta final para as provas de acesso ao ensino superior, um dos principais objetivos do simulado é mostrar ao estudante quais conteúdos ele ainda não domina. “Por mais que ele esteja se preparando desde o início do ano, pode ter um conteúdo específico que ele ainda não domina”, explica André Ricardo de Castro. Além disso, os simulados permitem treinar o próprio tempo de prova, especialmente em exames extensos como o Enem, no qual é preciso administrar o tempo disponível.
2. Analise os pontos fortes e fracos
O resultado do simulado deve ser utilizado para identificar em quais áreas o estudante apresenta bom desempenho e quais precisam de maior dedicação. “Um aluno que já vem desempenhando bem em Matemática e mantém esse desempenho, na reta final não precisa mais se dedicar tanto a esse conteúdo, dando preferência a áreas em que não esteja com tanta segurança”, afirma o especialista.
3. Relacione o desempenho ao curso e à universidade desejados
Outro ponto importante é entender se o desempenho alcançado no simulado é suficiente para o objetivo que o estudante pretende alcançar.“Existem diversos cursos e universidades e cada um tem um nível de exigência e características específicas. Então, por meio do simulado, o estudante deve avaliar o desempenho obtido e, se não for suficiente, entender por que não está atingindo o resultado esperado”, orienta o educador. De acordo com ele, essa ação pode ajudar a identificar se a dificuldade está relacionada a um conteúdo específico ou a uma determinada área do conhecimento.
4. Transforme os erros em oportunidades de aprendizado
Identificar um ponto fraco só é útil quando o estudante utiliza essa informação para melhorar. Por isso, os resultados dos simulados devem orientar os estudos. “Você identifica o ponto fraco e consegue correr atrás dele. Ainda dá tempo”, explica.
Para estudantes de alto desempenho, André Ricardo de Castro destaca a importância de não deixar uma área do conhecimento com desempenho muito baixo. “Esse estudante deve considerar que, se cair uma questão difícil, ele precisará saber por onde começar”, afirma.
5. Descubra se o problema está no conteúdo, na interpretação ou no tempo
O resultado do simulado também pode ajudar o estudante a entender a origem dos erros. Segundo o especialista, uma primeira análise deve considerar o desempenho geral. Se a nota ou pontuação foi boa e ficou acima do objetivo, a orientação é continuar treinando a gestão do tempo até a prova.
Por outro lado, se o resultado foi ruim em uma área específica do conhecimento, pode existir uma lacuna de aprendizado. “Se foi Ciências da Natureza, Ciências Humanas ou Matemática, então existe uma lacuna de aprendizagem”, explica.
Já quando as últimas questões realizadas são as que apresentam maior número de erros, pode haver um problema de gestão do tempo.
6. Faça simulados semanalmente
Para André Ricardo de Castro, o ideal é realizar simulados semanalmente na reta final da preparação.A frequência permite que o estudante acompanhe o próprio desempenho e identifique os pontos que precisam ser trabalhados ao longo desse período.
7. Simule as condições reais da prova
Para que o simulado cumpra sua função, é importante que ele seja realizado nas mesmas condições da prova. “O simulado tem que ter exatamente o mesmo formato, tanto em questão de tempo quanto na distribuição dos conteúdos e no grau de complexidade deles”, diz o especialista.
O estudante também deve realizar o teste em um ambiente reservado e sem interrupções. A ideia é reproduzir as condições da avaliação oficial.“Se a prova que você vai fazer só permite utilização de caneta, você tem que fazer o simulado só com caneta. Se a prova não permite ir ao banheiro na primeira parte da prova, não vá ao banheiro na primeira hora.”
Na avaliação de André Ricardo de Castro, nessa altura da preparação, os simulados podem assumir um papel central nos estudos. “Ao identificar um ponto fraco, volte na matéria, se dedique especificamente àquele ponto. Essas avaliações têm que ter uma função específica, que é identificar como o aluno pode melhorar em um intervalo curto de tempo”, conclui.
Por Vitória João