Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Raro no SUS, remédio para covid em farmácia deve custar R$ 2.700
Tratamento alternativo

Raro no SUS, remédio para covid em farmácia deve custar R$ 2.700

Paxlovid é usado no tratamento de idosos e maiores de 18 anos com comorbidades com quadro moderado de Covid
Agência FolhaPress

Publicado em 

05 dez 2022 às 12:26

Publicado em 05 de Dezembro de 2022 às 12:26

Paxlovid: remédio contra Covid chega às farmácias. Saiba quando ele é indicado
Raro no SUS, remédio para covid em farmácia deve custar R$ 2.700 Crédito: Pfizer/Divulgação
Recentemente autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser vendido em farmácias, o Paxlovid —um remédio comprovadamente eficaz contra a Covid— deve chegar às prateleiras custando R$ 2.700.
Como o governo federal encomendou até agora apenas 100 mil doses do medicamento da Pfizer para distribuir a toda rede pública de saúde, o tratamento pode acabar "elitizado", avalia o vice-presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Alexandre Naime.
Com eficácia de 89% contra hospitalização e morte de idosos e pessoas com baixa imunidade, o Paxlovid foi aprovado nos Estados Unidos em dezembro do ano passado. Um mês antes, porém, o governo americano já anunciava a compra de 10 milhões de doses.
No Brasil, a Anvisa aprovou o remédio em março. Em maio, sua distribuição no SUS foi aprovada, mas, em agosto, o governo ainda estava em "tratativas" para a compra.
Na ocasião, a Pfizer disse ter "capacidade de produção suficiente" para atender "as necessidades brasileiras".
Quando o negócio foi fechado, o governo comprou 100 mil doses para distribuir entre os 26 estados e Distrito Federal. Apenas 50 mil foram entregues em 29 de setembro, enquanto o restante está previsto para chegar "no início de 2023", disse à reportagem o Ministério da Saúde.
Até agora, mais de 30 milhões de doses foram distribuídas a 43 países.
Enquanto o governo aguarda o restante da remessa, a Anvisa autorizou, em 21 de novembro, a venda do Paxlovid em farmácias e hospitais particulares.
A Pfizer disse à reportagem buscar "disponibilizar o medicamento o mais rapidamente possível" à rede privada, mas não estimou data ou preço.
Para o governo dos Estados Unidos, cada tratamento, que dura cinco dias, custou US$ 530 (R$ 2.700 em valores de hoje). Na França, saiu por R$ 2.800.
"Vai se criar um mercado elitizado", aposta Maine, que além de vice-presidente da SBI é pesquisador e professor de infectologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
´´A indústria farmacêutica, por saber que a encomenda pública é pequena, pediu para vender no privado, o que já foi autorizado e deve chegar às farmácias em dezembro.`` afirma Alexandre Naime, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia
Convidado pelo governo federal eleito a ajudar na transição, Naime disse que em reunião em novembro sugeriu "ao governo de transição que faça acordos com laboratórios para comprar quantitativos mais elevados".
"Agora que tem remédio comprovado e aprovado, tem de usar", defende.
Especialista em direito médico, o advogado Washington Fonseca diz que "sem dúvida é uma quantidade muito pequena", mas lembrou que a demanda "mundo afora é grande" e é preciso "verificar quanto a Pfizer disponibilizou ao governo", pergunta que nem o o Ministério da Saúde nem a Pfizer responderam.
O advogado diz, no entanto, que "o SUS deve ser privilegiado" porque quem depende dele não terá dinheiro para comprar.

COMO FUNCIONA O REMÉDIO?

Ele é composto por dois medicamentos ingeridos simultaneamente: cada dose contém dois comprimidos do nirmatrelvir, de cor rosa, e um do ritonavir, branco.
Enquanto o primeiro inibe a liberação das proteínas de replicação do vírus, o segundo diminui a assimilação do primeiro comprimido pelo organismo, que, em maior quantidade no sangue, combate o vírus.
Precisa de receita médica? Sim, para comprar o Paxlovid na farmácia será preciso apresentar receita médica.

QUANDO RECEITÁ-LO?

Segundo o infectologista, o remédio deve ser ingerido apenas nos cinco primeiros dias de sintomas e é recomendado ao paciente com quadro moderado de Covid, desde que idoso ou tenha mais de 18 anos com comorbidade comprovada.
´´O remédio é ideal para idosos e imunossuprimidos porque podem ter Covid grave mesmo vacinados com as quatro doses. São grupos que não produzem anticorpos como o restante da população." pontua Naime.
Por quanto tempo tomar? Duas vezes ao dia por cinco dias na maioria dos casos.

QUAIS AS CONTRAINDICAÇÕES?

Tomar os comprimidos após o quinto dia de sintomas;
Pacientes com menos de 40 kg;
Pessoas com insuficiência renal grave, insuficiência hepática grave ou suspeita de cirrose.

QUEM DEVE TER PRECAUÇÃO?

Gestantes, lactantes, pacientes com insuficiência renal moderada, com intolerância à lactose e diabéticos.

EXISTEM EFEITOS ADVERSOS?

As reações mais frequentes em menos de 1% dos casos são:
- Diarreia;
- Dor de cabeça;
- Hipertensão arterial;
- Náusea;
- Vômito.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Suzuki e-Vitara chega ao Brasil com preço de lançamento de R$ 259.990
Imagem de destaque
Porquinho-da-índia: 7 curiosidades que você precisa conhecer
Imagem de destaque
8 curiosidades sobre a Sexta-Feira Santa

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados