Publicado em 8 de novembro de 2024 às 20:31
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, 38, foi assassinado a tiros na tarde desta sexta-feira (8), no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ele era jurado de morte pelo PCC (Primeiro Comando da Capital).>
Gritzbach, ligado à facção criminosa, teria se envolvido numa série de problemas com o grupo.>
Primeiro em 2021, acusado de ser o mandante do homicídio de dois homens ligados ao PCC: Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e Antônio Corona Neto, o Sem Sangue. Por isso, ele ficou preso até 7 de junho de 2023, quando ganhou liberdade condicional e passou a usar tornozeleira eletrônica.>
Conforme denúncia do Ministério Público, a morte ocorreu "em razão de desavenças financeiras". Policiais do DHPP (departamento de homicídios) afirmaram, em 2022, que Cara Preta teria passado US$ 100 milhões a Gritzbach para que ele, com um comparsa, investisse o valor em criptomoedas. O dinheiro, no entanto, sumiu, e Anselmo foi morto ao lado de Sem Sangue, seu motorista.>
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No final de 2023, o empresário sofreu um atentado em um imóvel no Tatuapé, zona leste de São Paulo. Policiais chegaram a afirmar para a Folha, à época, que a morte dele era uma das missões repassadas aos integrantes da facção criminosa.>
Ainda no ano passado, Gritzbach entrou novamente na mira da Justiça, sendo denunciado sob acusação de lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa. Ele teria usado dinheiro do PCC para comprar imóveis no condomínio Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista.>
A investigação da Promotoria diz que o dinheiro usado na compra dos imóveis era de Cláudio Marcos de Almeida, o Django, "notório integrante da facção criminosa armada e transnacional denominada Primeiro Comando da Capital", segundo a denúncia.>
Em março deste ano, Gritzbach assinou um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público e entregou supostos esquemas do PCC.>
Contratos, comprovantes de pagamento e registros de tela de conversas no WhatsApp entregues pelo empresário indicam uma suposta participação dos criminosos na contratação de jogadores da elite do futebol brasileiro e mundial.>
A principal suspeita dos promotores é de lavagem de dinheiro do tráfico na aquisição dos atletas, por meio de empresas agenciadoras de jogadores de futebol.>
O ataque que culminou na morte de Gritzbach aconteceu na entrada do terminal 2 do aeroporto de Guarulhos. O carro suspeito de ter sido usado no ataque foi encontrado abandonado na cidade. Equipes do DHPP e de batalhões de Choque, como a Rota, foram direcionadas para o aeroporto.>
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