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Folha de São Paulo

Polícia do Rio faz operação em 11 endereços ligados ao vereador Gabriel Monteiro

Alvo dos agentes é a mansão e a gabinete do vereador. Outros nove endereços também estão sendo investigados

Publicado em 07 de Abril de 2022 às 10:04

Agência FolhaPress

Publicado em 

07 abr 2022 às 10:04
A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpre na manhã desta quinta-feira (7) mandados de busca e apreensão em 11 endereços ligados ao vereador Gabriel Monteiro (PL). A operação mira a casa do parlamentar, na Barra da Tijuca, e o gabinete dele na Câmara Municipal do Rio. Agentes da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) e de outras delegacias distritais também estão em outros nove endereços, todos eles de assessores, ex-assessores e empresários com alguma relação com Monteiro.
O vereador, ex-policial e youtuber Gabriel Monteiro (sem partido), que foi acusado de assédio.
O vereador, ex-policial e youtuber Gabriel Monteiro (PL), que foi acusado de assédio. Crédito: Reprodução/Facebook
O vereador do Rio de Janeiro é investigado pelo suposto crime de disponibilizar registros que contenham cenas de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente.
Segundo informações do jornal "O Globo", a Polícia Civil foi às ruas após decisão do juiz Guilherme Grandmasson Ferreira Chaves, que atendeu pedido do delegado Luís Armond, titular da 42ª DP. O magistrado autorizou a apreensão de material e outros objetos que possam conter relação com a prática do crime pelo qual Monteiro é investigado.
Entre os equipamentos que podem ser apreendidos estão laptops, computadores, tablets, celulares, kindles, smartphones, mídias externas e portáteis, como HDs, pendrives, CDs e DVDs. Em imagens divulgadas pela TV Globo, policiais aparecem carregando malas, computadores e analisando documentos na área externa do imóvel do vereador.
A reportagem entrou em contato da assessoria de imprensa de Monteiro e aguarda retorno.

VÍDEOS ESCONDIDOS

De acordo com outra reportagem do jornal "O Globo", publicada nesta quinta, ex-assessores de Monteiro afirmaram à Polícia Civil que o parlamentar mantém em casa, na Barra da Tijuca, um cofre camuflado para guardar HDs criptografados. O conteúdo do equipamento, segundo o jornal, é acessado apenas por senha.
Os relatos dos ex-funcionários são de que esse HD e outros equipamentos guardam vídeos de orgias que o vereador participaria na própria residência, inclusive com participação de menores de idade. Os depoimentos foram prestados na última terça-feira (5), na 42ª DP (Recreio), no âmbito de um inquérito que apura o vazamento de um vídeo íntimo no qual uma adolescente de 15 anos e Monteiro aparecem mantendo relações sexuais.

CONSELHO DE ÉTICA

Também na terça-feira (5), o Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro decidiu abrir representação disciplinar com pedido de cassação do mandato contra o vereador Gabriel Monteiro. A decisão foi unânime. O presidente do Conselho de Ética, vereador Alexandre Isquierdo (DEM), afirmou que os indícios de edição e direcionamento de vídeos, com exposição de crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade, podem configurar quebra de decoro parlamentar.
Isquierdo disse ao UOL que a representação está fundamentada nos vídeos, uma vez que o conselho ainda não teve acesso às investigações policiais. Ex-PM, Gabriel Monteiro foi alvo também de denúncias de estupro e assédio sexual. Ele nega as acusações.
Reportagem da TV Globo mostrou que Monteiro forjou cenas de seus vídeos no YouTube. No material bruto do vídeo, o vereador orienta uma criança a dizer que está sem comida. Na versão editada, publicada nas redes sociais dele, o vereador leva a menina ao shopping e ela diz que está "comendo o que mais gosta".
Novas denúncias contra Gabriel Monteiro continuam chegando ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, afirmou Chico Alencar (PSOL-RJ), durante entrevista ao UOL News.
Alencar, que é membro do Conselho de Ética da Câmara do Rio, comparou o caso de Gabriel Monteiro com o de João de Deus - médium condenado a mais de 100 anos de prisão por crimes sexuais cometidos da cidade de Abadiânia, no interior de Goiás.

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