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Ladrão invade igreja, rende padre e rouba fiéis na zona leste de SP

Suspeito continua foragido; polícia abriu inquérito para investigar o caso

Publicado em 26/10/2019 às 11h18
Atualizado em 26/10/2019 às 11h18
Ladrão invade igreja, rende padre e rouba fiéis na zona leste de SP. Crédito: Reprodução
Ladrão invade igreja, rende padre e rouba fiéis na zona leste de SP. Crédito: Reprodução

Um homem não identificado assaltou a Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, na Mooca (zona leste), por volta das 11h desta sexta (25). 

Segundo comunicado da igreja a seus colaboradores, o homem, armado com revólver, invadiu a secretaria e rendeu o padre, a secretária e uma mulher que foi ao local para entregar doações. 

Todos foram levados a uma sala e tiveram seus pertences tomados --no total, dois celulares, uma aliança, R$ 100 e a carteira com documentos do padre. A reportagem não conseguiu contato com a igreja. 

A paróquia abriga as reuniões mensais do Conseg (Conselho de Segurança) do 57º DP Parque da Mooca.

Questionada sobre o assalto, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o suspeito ainda não havia sido localizado e que foi aberto inquérito para a investigação do caso.

O órgão diz que as ações policiais na região do 57º DP resultaram na queda de 7,1% dos roubos e 16,7% dos furtos de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2018. 

Além disso, diz a secretaria, 49 pessoas foram presas ou apreendidas e 43 veículos, recuperados. A 5º Companhia do 21º Batalhão da Polícia Militar analisa os indicadores criminais da área para reorientar o patrulhamento, sempre que necessário, e traçar novas ações contra a criminalidade. 

No entanto, moradores da região afirmam que o bairro deixou de ser tranquilo há muito tempo. A sensação de insegurança, bem como as ocorrências de furto, roubo a pedestres, condomínios e residências estão aumentando, na percepção dos moradores.

Há um ano, o publicitário Daniel Rodrigues Santiago, 35, criou o Vigia Mooca após um assalto à casa de sua tia e a outras duas residências na mesma rua. 

Hoje, o grupo reúne 2.800 pessoas divididas em 25 quadrantes, que usam grupos de WhatsApp para alertar para a presença de suspeitos e ocorrências.

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