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'Número 2 ' da secretaria

Governo exonera secretário adjunto de Regina Duarte

O advogado Pedro Horta foi exonerado nesta sexta-feira (15) do cargo de secretário especial adjunto da Secretaria Especial da Cultura do governo Jair Bolsonaro.

Publicado em 16 de Maio de 2020 às 12:06

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 mai 2020 às 12:06
Regina Duarte em encontro com o presidente Jair Bolsonaro, em janeiro de 2020, em Brasília
 Regina Duarte,  Secretaria Especial da Cultura do governo Jair Bolsonaro. Crédito: Marcos Corrêa/PR
Número dois da secretaria comandada pela atriz Regina Duarte, o advogado Pedro Horta foi exonerado nesta sexta-feira (15) do cargo de secretário especial adjunto da Secretaria Especial da Cultura do governo Jair Bolsonaro.
A saída de Horta consta em edição extra do Diário Oficial da União, em ato publicado na sexta e assinado pelo ministro Walter Braga Netto (Casa Civil). O advogado chegou à secretaria adjunta no final de abril, após ter sido chefe de gabinete de Regina. Antes do governo, ele era o responsável pelo departamento comercial da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo).
Desde que foi nomeada para chefiar a secretaria da Cultura -atualmente vinculada ao Ministério do Turismo-, Regina tem sofrido com críticas da ala ideológica do governo Bolsonaro, que tem interferido em suas nomeações.
Ela vive, por exemplo, uma queda de braço com o presidente da Fundação Palmares, o jornalista Sérgio Camargo, que apesar de ser desafeto da atriz permanece no posto com o aval de Bolsonaro.
Além dos constantes atritos com o núcleo ideológico, Regina tem sofrido críticas da classe artística, que se acentuaram após uma recente entrevista à rede CNN Brasil.
Na entrevista, ela demonstrou irritação com os jornalistas da emissora após a exibição de um vídeo em que a atriz Maitê Proença critica sua gestão. "O que você ganha com isso? Quem é você que está desenterrando uma fala da Maitê [Proença] de dois meses atrás? Eu não quero ouvir, ela tem o meu telefone. Eu tinha tanta coisa para falar, vocês estão desenterrando mortos", disse Regina, colocando fim à entrevista.
Ela também minimizou a ditadura militar, a tortura e as mortes pelo novo coronavírus no Brasil. Por outro lado, o desempenho de Regina foi bem avaliado por Bolsonaro e, segundo assessores do mandatário, deram uma sobrevida à atriz no cargo.
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