Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Dilma é reconhecida como anistiada política após recusa no governo Bolsonaro
Comissão da Anistia

Dilma é reconhecida como anistiada política após recusa no governo Bolsonaro

Ex-presidente foi torturada durante a ditadura militar; pedido havia sido rejeitado em 2022 pela então ministra Damares Alves

Publicado em 22 de Maio de 2025 às 14:24

Agência FolhaPress

Publicado em 

22 mai 2025 às 14:24
BRASÍLIA - A Comissão de Anistia da Ditadura Militar aprovou de forma unânime nesta quinta-feira (22) o reconhecimento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como anistiada política. O pedido havia sido rejeitado em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
A declaração de anistia é um instrumento de reparação e preservação da memória. Com ele, o Estado pede perdão às vítimas dos crimes cometidos durante o regime militar (1964-1985).
Também haverá uma reparação econômica de caráter indenizatório à ex-presidente. O relator do caso, conselheiro Rodrigo Lentz, definiu que isso se dará em uma única parcela, considerando o período de 1969 a 1988, atingindo o teto legal de R$ 100 mil.
Dilma Rousseff
Dilma Rousseff terá direito a uma reparação econômica de caráter indenizatório Crédito: Zanone Fraissat/Folhapress
Em seu voto, Lentz disse que a ex-presidente foi "atingida por graves atos de exceção por motivação exclusivamente política". Ele também leu trechos de depoimento de Dilma sobre as sessões de tortura a que ela foi submetida.
A presidente do colegiado, Ana Maria Lima de Oliveira, agradeceu Dilma pela sua "incansável luta pela democracia brasileira e pelo povo brasileiro". 
"Excelentíssima senhora presidente Dilma Vana Rousseff. Esta comissão, pelos poderes que lhe são conferidos, lhe declara anistiada política brasileira. E em nome do Estado brasileiro lhe pede desculpas por todas as atrocidades que lhe causou o Estado ditatorial. Que causou à senhora, à sua família e ao seus companheiros de luta e, ao fim e a o cabo, a toda à sociedade brasileira. Também queremos agradecer por sua incansável luta pela democracia brasileira, pelo povo brasileiro. Muito obrigada pela senhora existir e ser essa mulher que todos lhe chamam de 'Dilma, coração valente'. Muito obrigada", disse Ana Maria.
Após a decisão do colegiado, os conselheiros aplaudiram e houve gritos de "Dilma, presente".
O advogado Danilo Fernandes Machado, que estava representando a ex-presidente na sessão, afirmou que ela não pode comparecer por ter compromissos fora do país, mas afirmou que ela acompanhava a reunião virtualmente. Desde 2023, Dilma preside o Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como "Banco dos Brics", morando na China.
Protocolado em 2002, o pedido de indenização de Dilma foi suspenso, por pedido da própria, quando ela assumiu o cargo de ministra de Estado e seguiu paralisado enquanto ela foi presidente da República. Depois do impeachment, em 2016, ela recorreu para que o pedido de indenização voltasse a tramitar.
Em abril de 2022, a ministra Damares Alves negou o pedido de indenização a Dilma. A defesa da ex-presidente, então, recorreu da decisão.
Dilma foi presa e torturada durante a ditadura. Em sua gestão na Presidência da República, defendeu resgatar a memória acerca da ditadura militar e do reconhecimento de crimes cometidos pelo Estado.
Desde 2023, Dilma comanda o Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como "Banco dos Brics", e mora na China.
A comissão é um órgão de assessoramento direto do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e é responsável por analisar os pedidos de reparação de perseguidos pela ditadura.
Além do pedido da ex-presidente, a pauta da sessão desta quinta-feira (22) tinha outros 95 requerimentos em análise. Acompanharam a sessão deputadas como Jandira Feghali (PC do B-RJ), Erika Kokay (PT-DF) e Maria do Rosário (PT-RS).
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Kassio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Kassio reclama de interferência do STF, e Fachin deve levar caso de Nossa Senhora a plenário
Acidente entre motos deixa um morto em Vila Velha
Motociclista morre após colisão entre motos em rodovia de Vila Velha
Caio Fernandes morreu ao ser perseguido por dois policiais militares por ruas do bairro Ilha das Flores, em Vila Velha
“Se tiver falha, quem falhou vai responder", diz secretário sobre morte em Ilha das Flores

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados