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No Nordeste

Bolsonaro é criticado após pedir invasão de hospitais

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) disse que o ataque 'sistemático' do governo às instituições e servidores públicos é ainda mais cruel no contexto de pandemia

Publicado em 13 de Junho de 2020 às 08:54

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 jun 2020 às 08:54
Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro Crédito: Marcos Corrêa/PR
Entidades de saúde e governadores do Nordeste criticaram o presidente Jair Bolsonaro por incentivar a população a entrar em hospitais e filmar leitos de UTI. Eles chamaram o presidente de "negacionista" por minimizar a pandemia do coronavírus e desconsiderar evidências científicas.
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) disse que o ataque "sistemático" do governo às instituições e servidores públicos e a "priorização escancarada dos interesses do mercado" é ainda mais cruel no contexto de pandemia. Segundo a nota, o governo continua assumindo sua atitude genocida e se coloca como adversário da ciência. "Isso demonstra total desprezo pela vida da população."
E o Consórcio do Nordeste, composto pelos nove governadores da região, endereçaram uma carta a Bolsonaro, dizendo que "não é invadindo hospital e perseguindo gestores que o Brasil vencerá a pandemia".
Eles aproveitaram para reclamar das recentes operações da Polícia Federal, que já atingiram o governador do Rio, Wilson Witzel e do Pará, Helder Barbalho.
"Intensificaram- se as ações espetaculares, inclusive nas casas de governadores, sem haver sequer a prévia oitiva dos investigados e a requisição de documentos. É como se houvesse uma absurda presunção de que todos os processos de compra neste período de pandemia fossem fraudados, e governadores de tudo saberiam, inclusive quanto a produtos que estão em outros países, gerando uma inexistente responsabilidade penal objetiva "
O governador do Maranhão, Flávio Dino, ainda postou em sua conta no Twitter que "Bolsonaro não pode mandar extraoficialmente nada para Polícia Federal. Se mandar, tem que ser por ofício assinado E a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não pode investigar".
Eles relembraram que a lei n.º 13.979 deste ano dispensa a licitação em processos de urgência e que não havia tempo a perder. "Estamos inteiramente à disposição para fornecer todos os processos administrativos para análise de qualquer órgão."

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