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Coronavírus

Academias de ciências criticam politização de ensaios clínicos de vacinas

Em nota conjunta divulgada neste sábado (14), elas também criticam o 'mau exemplo' e 'atitudes irresponsáveis' de vários governantes em frente à pandemia

Publicado em 14 de Novembro de 2020 às 20:41

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 nov 2020 às 20:41
Avanços na vacina da covid-19
Avanços na vacina da covid-19 Crédito: Miguel Noronha/Futura Press/Folhapress
A Academia Brasileira de Ciências, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil e a Academia Nacional de Medicina condenaram, em nota conjunta divulgada neste sábado (14), a politização dos ensaios clínicos de vacinas contra a covid-19 e o "mau exemplo" e "atitudes irresponsáveis" de vários governantes no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Na nota, eles ressaltaram a importância da independência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Na última terça-feira, a Anvisa suspendeu o ensaio clínico de fase 3 da Coronavac, que está sendo conduzido pelo Instituto Butantã depois da morte de um voluntário. O presidente Jair Bolsonaro comemorou nas redes sociais a suspensão do estudo do que ele chama de "a vacina chinesa do Doria (João Doria, governador de São Paulo)", levantando suspeitas sobre a isenção da agência. As diretorias da Anvisa e do Butantã passaram toda a quarta-feira trocando acusações. O ensaio acabou sendo retomado no dia seguinte.
"As orientações sobre o registro e a aplicação das vacinas, considerando as situações específicas de nosso país, merecem muita reflexão e discussão para identificação correta dos pontos que devem nortear a estratégia comum à sociedade brasileira", diz a nota, assinada pelos presidentes das entidades, respectivamente Luiz Davidovich, Acácio Alves de Souza Lima e Rubens Belfort Jr. "Essa questão não pode continuar a ser tratada como briga de torcida e busca de holofotes na mídia. Mais do que nunca, é necessária uma agenda comum, onde evidências científicas possam ajudar a nortear as decisões. A Anvisa, como agência máxima de saúde, necessita ser respeitada e blindada contra interesses mesquinhos e ignorantes para conseguir manter sua credibilidade."
As academias fizeram, na nota, um apelo para que as decisões sejam embasadas em conhecimento científico e para que sejam evitadas "atitudes irresponsáveis e danosas à sociedade".
"A atuação responsável e transparente das autoridades governamentais, apoiada no conhecimento científico, é extremamente necessária neste momento. Assim, sentimo-nos obrigados a comunicar nossa apreensão quanto ao comportamento inadequado demonstrado por parte de nossos governantes", continua a nota. "É imprescindível resguardar a população e diminuir o número de óbitos e casos graves. Condutas e discursos precisam ser responsáveis para não agravar a crise e por respeito às centenas de milhares de brasileiros mortos. Não podem ser toleradas, nesta hora tão difícil, a exploração politico-partidária oportunista, declarações mentirosas e rixas pessoais e institucionais."
Davidovich, Lima e Belfort Jr. criticaram também o mau exemplo dado por políticos que não seguem as medidas de prevenção à doença. "O distanciamento físico e o uso constante de máscaras, reconhecido em todo o mundo como necessários para mitigar o alastramento da pandemia, seguem com frequência sendo desrespeitados por muitos políticos que, assim, podem contribuir pelo mau exemplo para mais óbitos", pondera o texto. "Infelizmente, interesses menores, muitas vezes oportunistas e relacionados a situações eleitorais ou comerciais, também estão presentes neste cenário e precisam ser identificados e neutralizados para o bem comum."
E concluíram ressaltando a importância das ações coordenadas: "as Academias Brasileira de Ciências, de Ciências Farmacêuticas do Brasil e Nacional de Medicina vêm novamente ressaltar a importância do diálogo, da construção de uma agenda comum e transparente e a necessidade de trabalharmos juntos neste grande pacto nacional pela saúde e pela vida."

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