O Banestes registrou lucro líquido de R$ 55 milhões no terceiro trimestre deste ano, uma alta de 39,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. O dado foi divulgado pelo banco na manhã desta quinta-feira (08).
Pelos resultados obtidos nos nove primeiros meses de 2018, com R$ 136 milhões de lucro, tudo indica que a instituição está no caminho para bater seu recorde de lucratividade, uma vez que de janeiro a setembro de 2017 o lucro foi da ordem de R$ 124 milhões. Em 2017, o banco teve o melhor desempenho da sua história ao lucrar R$ 175,2 milhões.
Para o diretor-presidente do Banestes, Michel Sarkis, o bom desempenho é fruto da melhoria dos serviços prestados aos clientes, dos ganhos de eficiência na relação receita/despesa e do aumento da competitividade da instituição no mercado.
“Os números superaram as nossas expectativas. Afinal, 2018 tem sido um ano bastante duro por conta da queda da Selic e da não retomada da economia. Mas o trabalho que a nossa equipe vem realizando, com mais eficiência e melhorando a vida do cliente, está contribuindo para os resultados positivos. Não dá para dizer qual será o lucro consolidado de 2018, mas estamos na toada de talvez bater o recorde de 2017.”
CRÉDITO
De acordo com o balanço divulgado, a carteira de crédito ampliada do Banestes registrou no terceiro trimestre um saldo de R$ 5,9 bilhões, crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período de 2017. Os destaques foram os empréstimos, que avançaram 10,2%, os financiamentos imobiliários (+17,8%) e os títulos e valores mobiliários (TVM) privados (+12,8%).
O patrimônio líquido do Banestes ao final do terceiro trimestre foi de R$ 1,4 bilhão, uma alta de 2% em relação ao saldo do trimestre anterior e de 4% na comparação com igual período de 2017.
Mesmo em um cenário de crise, o banco não tem sofrido com altas taxas de inadimplência no segmento pessoa física, que apresentou um índice de 2,1%. Já o índice de inadimplência da carteira de crédito comercial (acima de 90 dias) encerrou o trimestre em 3,4%, redução de 0,3 ponto percentual (p.p.) contra o trimestre anterior e de 0,5 p.p. contra o mesmo período de 2017. E o segmento corporativo fechou em 5,3%.
No terceiro trimestre, a distribuição de Juros Sobre Capital Próprio (JSCP) aos acionistas atingiu R$ 27 milhões.