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Artigo de Opinião

Luiz Carlos Menezes

Vitória vista de cima não é a mesma que vemos de baixo

A visão panorâmica da Capital lá do alto é singular; vista de baixo, no entanto, mostra-se atrasada no quesito mobilidade

Publicado em 04 de Janeiro de 2019 às 00:12

Publicado em 

04 jan 2019 às 00:12
Vitória está entre as melhores cidades para se investir Crédito: Reprodução/ Instagram: @dronerys
Luiz Carlos Menezes*
A recente liberação da nova pista do Aeroporto de Vitória trouxe mais uma atração turística para a nossa Capital: o belíssimo visual que se descortina das janelas do avião no novo trajeto pelo litoral. Pude observá-lo na minha última viagem. A visão panorâmica é singular: abrange as lindas praias de Vila Velha, Morro do Moreno, Convento da Penha, a Baía de Vitória, Terceira Ponte, ilhas do Boi e do Frade, Enseada do Suá, a marina do Iate Club e a Praia de Camburi. Um verdadeiro cenário de belezas multifacetadas.
Essa sucessão de belas imagens, fruto das transformações que marcaram a evolução urbana da Capital, me remete ao passado, a uma comparação entre a Vitória de hoje e a da década de 1950. Recordei-me daquela ilha pacata, dos bondes que utilizávamos para frequentar as aulas no Colégio Estadual ou para tomar banho de mar na Praia do Barracão. Havia poucos carros e as pessoas se deslocavam mais a pé; o ponto de encontro era a Praça Oito.
Ao voltar meus olhos para a Vitória de hoje, vejo uma belíssima cidade na qual os moradores estão colhendo os frutos da ousadia e da competência dos administradores do passado. O que seria do tráfego da Capital não fossem os aterros hidráulicos da Esplanada da Capixaba/Av. Beira-Mar e da Enseada do Suá? Obras que embora tenham suprimido praias naturais (Suá, Santa Helena, Barracão, Comprida e do Canto), hoje se comprovaram imprescindíveis. Não só por terem proporcionado amplas áreas verdes, de lazer e valorização da paisagem urbana da Capital, mas, especialmente, pela melhoria do sistema viário. Obras só possíveis porque naqueles tempos (décadas de 50 e 70) não havia tantas exigências da tecnocracia e dos órgãos ambientais.
A Vitória vista de baixo, no entanto, se mostra muito atrasada no quesito mobilidade. Refém de uma máquina burocrática entravada, a Capital virou as costas para o óbvio: faltam medidas simples, de baixo custo, já testadas, aprovadas e consolidadas em inúmeras outras cidades de porte similar. Só um exemplo: a implantação do binário na região da Praia do Canto e bairros vizinhos. Um projeto amplamente debatido com dirigentes das associações de moradores e que traria melhoria do tráfego, mais segurança para o pedestre (com eliminação de semáforos de três tempos), facilitaria a implantação de ciclofaixas e calçadões para estimular o deslocamento a pé. Está na prateleira há oito anos.
Pena que depois daquelas duas grandes obras pouco foi feito em favor da mobilidade, do ciclista e do pedestre.
*O autor é engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES e do PDU de Vitória
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