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Artigo de Opinião

Assistência técnica

Sucateado e com cortes de orçamento, Incaper pede socorro

O instituto tem sido forçado a diminuir sua presença nas propriedades rurais, com menos gasolina e recursos

Publicado em 10 de Maio de 2019 às 22:23

Publicado em 

10 mai 2019 às 22:23
Agricultura familiar é um dos focos do Incaper Crédito: Elza Fiúza/Agência Brasil
Cleber Guerra*
O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), fundado há 62 anos como Acares, vive hoje sua maior crise, fruto do desmonte promovido pelo governo passado. Para se ter ideia, na gestão 2014/18, foram oito mudanças de diretoria, portanto, uma por semestre, com cortes lineares nos orçamentos para combustíveis, diárias, além do sucateamento das suas bases físicas, equipamentos, máquinas, veículos e laboratórios.
Como consequência, o Incaper tem sido forçado a diminuir sua presença nas propriedades rurais, quer pela irrisória cota mensal de gasolina, quer pela falta de recursos para manutenção de sua frota. Soma-se a isso a diminuição do quadro de servidores, hoje, com 58% do quadro ideal, podendo-se chegar a 47,5% até 2020, em decorrência de aposentadorias e outros desligamentos, caso não haja reposição.
A crise é tamanha que chega a desqualificar a conquista, em 2018, do único Estado brasileiro a obter a nota A na gestão fiscal, uma vez que tem sacrificado o povo capixaba, sobretudo com a paralisação de obras estruturantes e cortes lineares nos orçamentos dos serviços essenciais.
Recente seminário “O Incaper que queremos para o futuro”, promovido pelo Incaper e associação dos servidores (Assin), apontou algumas saídas, a partir do olhar crítico dos representantes do seu público-alvo. Foi evidenciado que os movimentos sociais da agricultura familiar clamam pela recuperação do instituto, convictos de que o Incaper é o único dos parceiros que oferece garantias de continuidade na prestação de serviços ao meio rural. Por sua vez, deixaram transparecer que a atual fragilidade operacional do instituto poderá ser revertida, quer pela credibilidade acumulada, quer pela qualidade técnico-científica de seus profissionais, quer ainda pela atual predisposição governamental de revisão do atual organograma, modelo operacional e distribuição espacial dos escritórios, buscando melhor adequar o instituto às demandas atuais e futuras.
Diante de tudo isso, a atual diretoria do Incaper acredita na predisposição política do governador Casagrande de recuperar o instituto para atender, prioritariamente, à agricultura familiar capixaba, que congrega mais de 80% dos agricultores do Estado, como também confia no apoio já compromissado pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa/Ales, no entendimento de que a rede do Incaper “é uma das principais formadoras da imagem do governo no interior”.
*O autor é engenheiro agrônomo e diretor Administrativo e Financeiro do Incaper
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