Gutman Uchôa de Mendonça*
“Estufem os peitos. Braços retos e estendidos, dedos unidos, em forma de concha colados às pernas, calcanhares unidos, em posição de sentido. O comandante está entrando”.
Está no comando do Brasil o capitão da reserva do Exército, Jair Messias Bolsonaro, eleito com 55 milhões de votos para exercer o mandato de presidente da República pelos próximos quatro anos.
Depois de uma tentativa de assassinato no meio da multidão, tudo pode acontecer no Brasil. Mas no decurso dos anos de República, a nação brasileira nunca experimentou um momento de tanta expectativa com a posse de um novo presidente, especialmente pela tentativa de se implantar um governo liberal. A pergunta que fica é: como será o governo Bolsonaro?
Há uma velha anedota, história que se passa no interior do Brasil, quando um candidato a prefeito, de um lugarejo do Nordeste, começou sua fala trepado na carroceria de um caminhão: “Porque eu vou fazer isso, aquilo e aquilo outro”. Até que alguém gritou atrás dele: “Fala no plural!”. O homem desandou: “Vou trazer o plural para me ajudar, eu sei que ele não vai se negar. “O Plural é meu amigo, um grande manda-chuva”. E por aí foi...
Eu quero ver como vai funcionar esse tal de liberalismo. Se for para valer, tudo quanto é burocracia deve desaparecer e entrará em vigor o respeito às leis e à ordem.
O Brasil possui dezenas de obrigações fiscais que emperram o desenvolvimento econômico e social. Esse sistema precisa ser desmontado. Será que vai?
Eu ouvi dizer que o senhor Jair Bolsonaro quer garantir o direito do empreendedor, sufocado por um processo vil, que não deixa o Brasil caminhar. Ele não descansaria dessa luta. Mas ainda tenho dúvidas se essa “gaita” vai ser realmente tocada pelo presidente ou pelo governo. Até que me provem o contrário, estou acreditando piamente em suas palavras.
O Brasil precisa acordar para uma nova realidade. Não podemos ser um dos países com maior carga tributária do mundo, dos combustíveis entre os mais caros, das utilidades absurdamente mais caras. Em troca de quê? Da corrupção desenfreada? Quero pagar para ver um novo país...
*O autor é jornalista