O estresse é uma reação natural do corpo humano em situações de risco ou ameaça, ele nos coloca em estado de alerta e provoca inúmeras alterações em nosso corpo, entre elas físicas e emocionais, e tudo isso tem uma correlação direta com as doenças crônicas, o que inclui a dor crônica.
A relação da saúde mental com as dores não é novidade no meio acadêmico. Diversos estudos já́ comprovaram a conexão entre as dores e as emoções. Muitas vezes, os aspectos psicológicos influenciam o início, a exacerbação e a manutenção dos distúrbios de dor crônica.
Antes da década de 1960, a dor crônica era vista como problema médico com base fisiopatológica clara que exigia tratamentos físicos, como cirurgia ou medicação. Posteriormente, uma compreensão biopsicossocial passou a dominar a caracterização da dor crônica pela comunidade científica profissional.
A abordagem biopsicossocial descreve a dor como uma interação dinâmica e multidimensional entre fatores fisiológicos, psicológicos e sociais que se influenciam reciprocamente, resultando em síndromes dolorosas complexas e crônicas.
Algumas atividades e mudanças de hábitos podem contribuir para reduzir o estresse e evitar o agravamento da dor, tais como: manter uma rotina bem estabelecida com horários de lazer e trabalho definidos, separando um tempo específico para cada atividade; fazer algo que dê prazer, vale desde a leitura de um livro, escutar a música ou assistir algo que gosta na TV. Pequenas ações como essas liberam hormônios responsáveis pelo bem-estar, melhorando o humor e a sensação de felicidade.
Os exercícios físicos completam a rotina para melhorar a qualidade de vida, eles ajudam na imunidade, na manutenção de peso e, além disso, geram bem-estar mental e aliviam o estresse e a ansiedade.
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Para os muitos que sofrem, parece ser muito difícil a execução dessa mudança de atividades e rotina e de fato é, entretanto é possível. Para que isso ocorra deve ser um tratamento individualizado, respeitando as particularidades de cada paciente e adequando expectativas, aliando-se ao tratamento farmacológico, um programa de reabilitação desenhado por uma equipe de profissionais (médico, psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista, educador físico) e, o mais importante, que o paciente seja parte integrante deste tratamento.