
Ralf Luis de Moura*
Na era da informação, o perfil do aluno de cursos superiores no Brasil está mudando e, para se adaptar a esta nova realidade, as escolas e a prática docente também estão mudando. As novas gerações de estudantes nascidos e crescidos na chamada era digital exigem da escola e do professor atualização e adaptação constante. Os métodos expositivos de ensino tradicionais baseados em processos cognitivos, ou seja, em informações memorizadas que colocam os estudantes como expectadores do mundo não parecem mais se encaixar na sociedade atual.
Neste contexto, é necessário diversificar e alternar os métodos didáticos em sala de aula, colocando o aluno não apenas como um mero expectador mas como protagonista de seu aprendizado. O desafio imposto, portanto, é: Qual tipo de método poderia então ser aplicado para colocar o aluno no papel de protagonista da sua formação?
Novos métodos, chamados de ativos, vêm sendo criados com o objetivo de incluir outros aspectos na formação deste novo estudante e fazer com que ele passe de um elemento até então passivo em sala de aula para um elemento ativo que constrói seu próprio conhecimento. O protagonismo na busca do conhecimento não só permite que o estudante memorize os conceitos em um processo cognitivo, mas também que inclua outros domínios do aprendizado como os aspectos afetivos e psicomotores.
Importantes estudos na área de educação defendem que os métodos ativos são o meio ideal para despertar este protagonismo. Pesquisas recentes mostraram que, quando aplicados, eles trazem melhora considerável no rendimento escolar. Mesmo assim há quem defenda que um mínimo de aulas expositivas é necessário, não tendo ainda um consenso a respeito de qual método didático é mais indicado.
Embora os méritos de qualquer um destes métodos possam ser debatidos, nenhum deles deve ainda ser arbitrariamente rejeitado, sendo necessárias mais pesquisas. Talvez o maior desafio da educação hoje seja lidar de forma eficaz com ambos os métodos.
*O autor é professor da Unidade de Engenharia e Computação da Faesa