
Lúcia Vilarinho*
A busca por produtividade e a pressão cada vez maior sobre as metas e indicadores de resultados em empresas têm causado danos à saúde do trabalhador em todo o mundo. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, cerca de cinco mil pessoas morrem por dia em função de acidentes ocorridos no ambiente laboral.
Informações do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público do Trabalho dão conta de que a cada 45 minutos acontece um acidente de trabalho, e a cada seis dias ocorre um óbito pelo mesmo motivo no Espírito Santo. Esses dados são de 2017 e representam um alerta.
As Normas Regulamentadoras de Segurança do Trabalho definem a necessidade de exames médicos na admissão, periodicamente no exercício das funções, e na demissão dos empregados. É preciso levar em conta ainda o diagnóstico de riscos, que vai balizar as medidas protetivas e preventivas a serem adotadas pelas empresas.
Este diagnóstico e a especificação dessas medidas devem ser de responsabilidade de profissionais legalmente habilitados da área da saúde e da engenharia de segurança do trabalho.
O Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho foi lembrado no dia 28 de abril. Nesta data, uma explosão numa mina no Estado norte-americano da Virginia matou 78 mineiros. Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho instituiu a data como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Em 2005, foi instituído no Brasil o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho, na mesma data, como forma de ressaltar a importância da prevenção e lembrar a memória dos que foram vitimados no exercício de sua profissão.
Os trabalhadores contam com aliados na prevenção de acidentes laborais: os engenheiros e técnicos de Segurança do Trabalho. No Estado, existem 1.917 profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), que trabalham para eliminar ou minimizar riscos de acidentes e doenças ocupacionais para todos os trabalhadores capixabas.
*A autora é presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES)