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Artigo de Opinião

Sandra Freitas

Não ser mãe é especialmente difícil no mês de maio

O desgaste físico e emocional de quem quer ser mãe e não consegue é compartilhado por muitas mulheres, particularmente nesta época do ano

Publicado em 08 de Maio de 2019 às 18:56

Publicado em 

08 mai 2019 às 18:56
A jornalista Sandra Freitas com o filho Henrique, em 2015 Crédito: Divulgação/Arquivo pessoal
Sandra Freitas*
Tentativas frustradas, tratamentos que não dão certo, desgaste físico e emocional. A angústia de esperar por uma gravidez afeta milhares de casais. Não ser mãe é especialmente difícil em maio.
Há dois anos lancei um vídeo nas redes sociais. Contei minha história e dediquei as mulheres que não eram mães. O resultado me surpreendeu. Foram milhares de compartilhamentos e mensagens de mulheres que se identificaram e dividiram comigo suas angústias por não terem realizado o sonho de ser mãe.
Decidi tentar engravidar 2 anos depois que casei. Meu marido e eu éramos saudáveis. Imaginei que a gravidez chegaria de forma tranquila e natural. Mas foram anos de tentativa, tratamentos e três fertilizações in vitro frustradas.
Quando achava que a dificuldade de engravidar era meu maior problema, perdi meu marido num trágico acidente de carro. Meu mundo desabou. Foi um luto longo e sofrido que chegou a abalar minha fé. Anos depois conheci outra pessoa especial. Estava diante de uma nova chance para reconstruir minha vida, mas era preciso abrir mão do meu passado. Às vezes preferimos continuar sendo vítimas de nós mesmos.
Com sabedoria e paciência, Aldo entrou na minha vida e meu sonho de ser mãe reacendeu. Nesta época apresentava o programa Gazeta Comunidade. A entrevista com um especialista em reprodução humana me fez tomar a decisão de lutar pelo meu sonho novamente. O tempo é cruel com as mulheres. Depois dos 35 anos a chance de engravidar começa a reduzir. Com 45 anos o índice de gravidez com uma fertilização in vitro é de apenas 1 por cento.
Com 44 anos eu via meu maior sonho indo embora. Encorajada por minha ginecologista, Maria Angélica, decidi enfrentar nova fertilização. As chances eram mínimas, mas precisava tentar.
Peguei os remédios para a fertilização e coloquei na geladeira. Aguardava ficar menstruada para começar o novo tratamento. Mas a menstruação não veio e os remédios foram devolvidos para a clínica. O que parecia impossível, virou realidade. Fiquei grávida de forma natural! Isso mesmo!! Tive uma gravidez saudável com 45 anos. Brinco que fui mãe aos 45 do segundo tempo. Meu filho chegou não no meu tempo, nem da forma que eu planejei. É o meu milagre que veio no tempo de Deus!
Hoje minha história virou livro "Acredite no Seu Milagre" e se transformou na minha missão de vida. Que neste mês de maio, você descanse nAquele que é o dono do tempo e está escrevendo a sua história.
* A autora é mãe de Henrique, jornalista, escritora e líder RenovaBR
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