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Artigo de Opinião

Drogas

Internação forçada de usuários de drogas não resolve o problema

Fica no ar uma grande pergunta: há lugar para recolher tantos dependentes químicos existentes nas vias públicas?

Publicado em 24 de Junho de 2019 às 18:29

Publicado em 

24 jun 2019 às 18:29

Internação compulsória de drogados

Gutman Uchôa de Mendonça*

Agora virou lei o projeto que libera a internação involuntária de usuários de drogas, que tem se tornado um problema incontrolável no país, sufocando as vias públicas.

A lei, sancionada pelo presidente da República, foi proposta pelo então deputado Osmar Terra (MDB-RS) hoje ministro de Cidadania, que defendeu, a iniciativa em audiência no Senado, em março. A medida servirá para tratar dependentes “em sofrimento agudo” e ajudará a reduzir o número de cracolândias espalhadas pelo país.

A decisão vinha sendo reclamada há muitos anos por especialistas, diante do questionamento que era feito sobre se cabia ao Estado esse tipo de ação, para impedir a propagação do uso de drogas. O fato é que as drogas se tornaram uma verdadeira epidemia.

Fica no ar uma grande pergunta: há lugar para recolher tantos drogados existentes nas vias públicas? Não existem lugares específicos na maioria das cidades. O território nacional virou uma imensa cracolândia, devido à falta de políticas públicas para deter esse tipo de doença provocada pela falência do Estado.

Aliás, a quantidade de obrigações fiscais no país inviabiliza a livre iniciativa. Ninguém pode pagar a quantidade de impostos devidos, além da montoeira de carimbos que infernizam a vida daqueles que desejam investir.

Quem passa por qualquer cidade brasileira fica impressionado com o número de estabelecimentos comerciais fechados, muitos vítimas de ações de criminosos. Os assaltos, roubos e arrastões se tornaram coisas comuns no país. Não há ação policial que dê jeito, exatamente devido ao excesso burocrático e à pilhagem da livre iniciativa pelos chamados poderes públicos.

Quem faz girar a economia mundial é o comércio de bens, serviço e turismo. Não é o setor público, arrecadador e péssimo gastador que faz a economia girar. Cada loja fechada é um ponto de arrecadação de impostos a menos. Parece que o poder público no Brasil ainda não entendeu com clareza o que significa a iniciativa privada e seus benefícios.

*O autor é jornalista

 

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